Tempestades no Chile deixam ao menos quatro mortos e centenas desabrigados
Temporal afeta regiões central e sul, deixando milhares sem energia e estradas interditadas

Chuvas fortes que atingiram as regiões central e sul do Chile deixaram ao menos quatro mortos, além de causarem cortes generalizados de energia, inundações e interdições de estradas, informaram as autoridades na sexta-feira (17), enquanto o país se preparava para o que oficiais preveem ser o volume de chuva mais intenso até o momento.
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Na noite de sexta-feira, Claudio Alvarado, líder do Ministério do Interior e do Ministério da Secretária-geral do Governo (Segegob) e a diretora nacional do Senapred, órgão governamental responsável pela gestão de respostas a emergências, apresentaram atualizações após uma reunião do Comitê Técnico de Monitoramento sobre a frente meteorológica.
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As autoridades informaram que que quatro pessoas morreram até o momento e que, nas regiões de Coquimbo a La Araucanía, há 99 pessoas afetadas e 673 abrigadas, a maioria em decorrência de retiradas preventivas realizadas em diversos assentamentos precários na Região Metropolitana.
Entre as vítimas fatais estão um trabalhador que limpava uma via na cidade de Negrete, no sul do país, uma pessoa que sofreu uma queda enquanto limpava um telhado em Temuco e outra vítima de um choque elétrico na capital, informou o governo.


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Além disso, cerca de 2.521 pessoas permanecem isoladas, principalmente na região de Coquimbo e 257 mil ficaram sem energia, especialmente no sul do país, enquanto as autoridades continuam a lidar com os impactos da tempestade.
"Continuamos enfrentando uma situação complexa. Por isso, as decisões tomadas visam antecipar riscos e proteger a vida das pessoas. Quero ressaltar que ainda enfrentaremos horas particularmente desafiadoras; portanto, a recomendação é evitar a exposição, abster-se de viajar, a menos que seja essencial, e manter-se informado exclusivamente por meio de canais oficiais", enfatizou o ministro Alvarado.
Ele também detalhou que as Forças Armadas estão prestando apoio humanitário na Região de Coquimbo, com mobilizações voltadas por hora para as comunas de Canela e Illapel.
O presidente José Antonio Kast viajou para a região de Biobío, uma das áreas mais atingidas, enquanto o temporal trazia fortes rajadas de vento e chuvas torrenciais a grande parte do país.
Estado de emergência
O governo chileno declarou, na segunda-feira (13), estado de emergência preventiva em dez regiões devido à chegada de um sistema frontal que deve trazer chuvas fortes.
A Direção Meteorológica do Chile informou que as chuvas se estenderiam desde a região de Atacama, ao sul, até a região de Los Lagos, até este sábado (18).
As regiões Metropolitana de Santiago, Valparaíso e Coquimbo ficaram sob o alerta mais severo entre sexta-feira e domingo, com previsão de acumulados de chuva de até 180 milímetros.
O governo chileno recomendou aos cidadãos que mantenham um "kit de emergência para mau tempo" preparado, contendo água potável, lanterna, dinheiro em espécie e documentos, entre outros itens. As aulas também foram suspensas em diversas regiões, incluindo Biobío.
A emergência preventiva estará em vigor de 13 a 21 de julho.
