Reino Unido planeja toque de recolher noturno nas redes para adolescentes
País já proibiu acesso às plataformas sociais para menores de 16 anos

Um mês após anunciar planos para introduzir uma proibição generalizada do uso de redes sociais por jovens menores de 16 anos, o governo informou nesta terça-feira (15) que também planeja um toque de recolher noturno padrão para jovens de 16 e 17 anos.
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Os usuários afetados teriam o acesso aos aplicativos bloqueado entre a meia-noite e as 6h da manhã, a menos que alterassem a configuração padrão. Recursos projetados para manter os usuários navegando também seriam desativados por padrão.
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Essas restrições refletem as preocupações globais entre pais e formuladores de políticas sobre a proteção dos jovens contra os efeitos nocivos das redes sociais à saúde mental e física.
“Essas medidas serão cruciais para ajudar os jovens a terem o sono de que precisam, se concentrarem na escola e na faculdade e passarem mais tempo de qualidade com a família e os amigos”, disse a ministra da Tecnologia, Liz Kendall.


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O ministro da Segurança Online, Kanishka Narayan, disse que as empresas de tecnologia serão legalmente obrigadas a implementar o toque de recolher.
“Estamos obrigando as empresas de tecnologia a fazer isso”, disse ele à Rádio LBC na quarta-feira.
Ele afirmou que as empresas têm a responsabilidade de realizar verificações de idade mais rigorosas e que aquelas que não o fizerem enfrentarão “sanções regulatórias muito severas”.
A Meta, proprietária do Instagram, a ByteDance, controladora do TikTok, e o Google, dono do YouTube, não responderam imediatamente aos pedidos da Reuters por comentários sobre as restrições.
A chefe de política educacional do Partido Conservador, de oposição, Laura Trott, classificou os planos como uma bagunça.
“Ou eles acham que jovens de 16 e 17 anos devem estar nas redes sociais ou não, mas toques de recolher que podem ser simplesmente desativados não vão adiantar nada”, disse ela.
O primeiro conjunto de regulamentações sobre restrições às redes sociais será apresentado ao Parlamento até o final deste ano, com as medidas previstas para entrar em vigor na primavera europeia de 2027, informou o governo.
Uma equipe que assessorou a Austrália — o primeiro país a proibir o uso de redes sociais por crianças — constatou que as plataformas online estavam enfrentando dificuldades logo na primeira etapa da implementação das verificações de idade, tornando a proibição ineficaz.
No mês passado, o Google e o TikTok chegaram, separadamente, a um acordo em um processo nos Estados Unidos movido por um menor que alegava que as plataformas de redes sociais haviam prejudicado sua saúde mental.
