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Menina da Paraíba trocou a festa de 15 anos por um notebook, estudou pela internet e conquistou ouro na maior olimpíada de matemática das escolas públicas do Brasil

Miriam Adrielly transformou uma decisão simples em uma trajetória marcada por medalhas na OBMEP


				Menina da Paraíba trocou a festa de 15 anos por um notebook, estudou pela internet e conquistou ouro na maior olimpíada de matemática das escolas públicas do Brasil
Miriam Adrielly transformou uma decisão simples em uma trajetória marcada por medalhas na OBMEP. GazetaWeb.com

Ao abrir mão da tradicional comemoração de aniversário para investir nos estudos, Miriam Adrielly transformou uma decisão simples em uma trajetória marcada por medalhas na OBMEP, a maior competição de matemática da rede pública do país.

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Quando os pais perguntaram como ela gostaria de comemorar os 15 anos, a resposta não envolvia salão de festas, vestido ou viagem. Miriam Adrielly Silva de Brito queria apenas um notebook e um curso online.

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O pedido surpreendeu a família. Mas, para a adolescente de Conceição, no Sertão da Paraíba, aquele presente tinha um objetivo muito claro: estudar melhor para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

Alguns anos depois, a escolha feita naquele aniversário colocaria seu nome entre os medalhistas de ouro da maior competição de matemática da rede pública brasileira.

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Uma escolha que mudou a própria história

Miriam completou 15 anos em 21 de setembro de 2022. Segundo o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), responsável pela OBMEP, os pais perguntaram se ela preferia uma festa ou uma viagem. Ela recusou as duas opções.

Em vez disso, pediu um notebook e acesso a um curso preparatório pela internet.

Mesmo assim, a família não deixou a data passar em branco. Organizou uma pequena comemoração para cerca de 15 parentes. O tema da festa não foi uma personagem famosa nem uma decoração tradicional. O bolo homenageava justamente a OBMEP, símbolo do sonho que a estudante havia escolhido perseguir.

A decisão parecia simples. Mas marcava o início de uma nova fase.

Quando a matemática deixou de ser apenas uma disciplina

Antes daquele aniversário, Miriam já havia dado sinais de talento.

Ela recebeu uma menção honrosa na 16ª edição da OBMEP e percebeu que poderia ir mais longe.

Em entrevista ao IMPA, contou que, quando chegou à segunda fase da olimpíada pela primeira vez, ainda nem conhecia a dimensão da competição. A partir daquele resultado, decidiu mudar a forma como estudava.

O notebook virou ferramenta diária.

O curso online passou a orientar a preparação.

Ela começou a resolver provas antigas, estudar exercícios específicos e dedicar horas à matemática. Não havia fórmula mágica. Havia repetição, disciplina, erros e aprendizado constante.

O presente abriu caminho, mas o esforço fez a diferença

Para milhares de estudantes da rede pública, disputar uma olimpíada científica envolve desafios que vão além do conteúdo.

É preciso acesso à internet, materiais de estudo, orientação e tempo para se preparar.

No caso de Miriam, o notebook representou justamente essa oportunidade.

Ele não conquistou medalhas por ela. Mas permitiu que a estudante tivesse acesso aos recursos que antes estavam distantes.

O aniversário deixou de ser apenas uma comemoração e se transformou em um investimento no futuro.

A primeira medalha chegou

O resultado apareceu na 17ª edição da OBMEP.

Miriam conquistou a medalha de bronze.

Naquele ano, a competição reuniu cerca de 18,1 milhões de estudantes na primeira fase, segundo o IMPA. Ao todo, mais de 54 mil escolas participaram da olimpíada, presente em praticamente todos os municípios brasileiros.

O número ajuda a dimensionar a conquista.

Para uma estudante de escola pública do interior da Paraíba, aparecer entre os medalhistas nacionais significava muito mais do que receber um certificado. Era a confirmação de que a escolha feita aos 15 anos estava produzindo resultados.

A história não terminou no bronze

A medalha de bronze foi apenas o começo.

Na 18ª edição da OBMEP, já como aluna da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maestro José Siqueira, em Conceição, Miriam conquistou a medalha de prata.

No ano seguinte, repetiu o desempenho e voltou a subir ao pódio nacional com outra medalha de prata.

A evolução constante preparava o capítulo mais importante da trajetória.

O ouro veio depois de anos de preparação

Na 20ª edição da OBMEP, realizada em 2025, Miriam Adrielly Silva de Brito conquistou a medalha de ouro na categoria destinada aos estudantes de escolas públicas.

A sequência impressiona.

Primeiro veio a menção honrosa.

Depois, o bronze.

Em seguida, duas medalhas de prata.

Até chegar ao ouro.

Mais do que uma conquista isolada, a trajetória mostra uma evolução construída ao longo de vários anos.

Uma escolha simples revelou uma oportunidade maior

A história de Miriam chama atenção porque começa com uma decisão comum na vida de muitas famílias: como comemorar os 15 anos de uma filha.

O desfecho, porém, vai muito além do aniversário.

Ao trocar a festa por um notebook e um curso preparatório, a estudante encontrou uma oportunidade de ampliar o acesso ao conhecimento e transformar dedicação em resultados concretos.

O caso também mostra o impacto que incentivo familiar, acesso à tecnologia e oportunidades educacionais podem ter na vida de estudantes da rede pública.

Um aniversário que continua fazendo diferença

A festa de 15 anos nunca aconteceu da forma tradicional.

Mas a escolha feita naquele dia continua produzindo resultados.

O notebook abriu portas, o estudo fez o restante do caminho e a estudante do interior da Paraíba transformou uma decisão tomada ainda na adolescência em uma trajetória marcada por menção honrosa, bronze, duas pratas e, finalmente, o ouro na maior olimpíada de matemática das escolas públicas do Brasil

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