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Operadora de esquema de emendas de Valdemar foi alvo da PF em dezembro

Mariângela Fialek era assessora de Arthur Lira (PP) e foi alvo de busca e apreensão em operação do ano passado.


				Operadora de esquema de emendas de Valdemar foi alvo da PF em dezembro
Reprodução/Rede sociais.

A servidora pública Mariângela Fialek, apontada pela Polícia Federal como operadora do esquema de emendas atribuído ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, foi alvo de outra operação, em dezembro, quando estava responsável por cuidar da liberação do “orçamento secreto” na época em que o deputado Arthur Lira (PP-AL) era presidente da Câmara dos Deputados.

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Mariângela, também conhecida como Tuca, trabalhou no gabinete de Lira entre março de 2021 e meados de 2025, quando passou a atuar na liderança do PP na Casa.

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Em dezembro, foi determinada busca e apreensão em uma sala do gabinete da Presidência, onde trabalhava a assessora parlamentar e também em sua residência.

Entenda o bloqueio contra Valdemar

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Ministro Flávio Dino manda bloquear R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto.

Magistrado indica que Valdemar Costa Neto teria direcionado recursos de emendas parlamentares.

Segundo a PF, servidores teriam atuado nos desvios.

Dino aponta que o presidente do PL seria o mandante do esquema criminoso.

Segundo a PF, Tuca exercia controle de “indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de provável organização criminosa voltada para a prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”.

Desvio de emendas

Na decisão desta sexta-feira (10/7), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou haver “múltiplos” indícios de que Tuca e outros dois servidores atuavam como executores das determinações de Valdemar Costa Neto na Câmara.

O ministro destacou a expressão jurídica “longa manus”, usada para descrever pessoas que agem como extensão ou braço operacional de outra.

Flávio Dino apontou Valdemar Costa Neto como “mandante” de um esquema criminoso especializado em desviar emendas parlamentares.

Segundo Dino, há um conjunto probatório que indicam a liderança do político para cooptar servidores da Câmara dos Deputados e receber os recursos públicos de forma irregular.

“A extração e análise de dados do aparelho de Mariângela Fialek indicam a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual Valdemar Costa Neto, presidente do PL, mas desprovido de mandato, aparece como vetor de definição e remanejamento de emendas”, destacou o ministro.

Além de Mariângela, a PF cita envolvimento de outra servidora. Nara Benedetti Nicolau Brum.

“Chama a atenção que, ao longo dessas comunicações, Nara faz menções recorrentes a indicações qualificadas como sendo ‘do Valdemar’ ou ‘do VCN’, abreviação que, no contexto dos diálogos, refere-se de forma consistente e inequívoca a Valdemar”, disse Dino.

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