Correios adiam fechamento de agências em meio a plano de reestruturação
Decisão foi tomada em meio às ameaças de greve dos trabalhadores e deverá vigorar até que a estatal chegue a um acordo

Os Correios decidiram adiar o fechamento de agências da estatal em meio à condução do plano de reestruturação da companhia que tem sido conduzido desde o ano passado. A empresa firmou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um grupo de cinco bancos em dezembro de 2025.
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A decisão foi tomada em meio às ameaças de greve dos trabalhadores e deverá vigorar até que a estatal chegue a um acordo com os sindicatos que representam os funcionários.
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Outras medidas de redução de despesas, no entanto, permanecem em vigor, como a venda de imóveis. A empresa afirma que a suspensão é temporária e tem como objetivo abrir espaço para que as entidades representativas dos trabalhadores apresentem questionamentos e sugestões sobre as ações previstas no plano.
Na semana passada, sindicatos indicaram a possibilidade de uma greve em razão da insatisfação com a reestruturação. Em resposta, a direção dos Correios encaminhou uma proposta aos representantes dos trabalhadores para iniciar as negociações.


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Entre os principais pontos em discussão está o fechamento de agências, considerado estratégico para a recuperação financeira da estatal. Das mil unidades previstas para encerramento, apenas 256 foram desativadas até o momento. Caso a medida seja concluída, a expectativa é de uma economia de R$ 2,1 bilhões.
Outro tema que deve entrar na pauta é um novo PDV (Programa de Demissão Voluntária), previsto para ser anunciado em breve. A iniciativa será direcionada apenas aos empregados das unidades que serão fechadas, alcançando cerca de 7 mil trabalhadores.
Segundo apuração da CNN Brasil publicada em maio, o novo PDV pode responder por até 45% da economia estimada com o plano de reestruturação. Na primeira rodada do programa neste ano, porém, apenas 3.181 empregados aderiram voluntariamente, o equivalente a 31% do público-alvo.
