Chefe de arbitragem da Fifa diz não ser influenciado por ninguém
Pierluigi Collina comentou sobre a reversão do cartão de Balogun e garantiu a autonomia da equipe de arbitragem da Fifa

Chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina garantiu que os profissionais da entidade trabalham de forma independente, sem serem influenciados nem mesmo pelo presidente da instituição, Gianni Infantino. A fala vem em resposta à reversão da expulsão de Balogun, apos o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitir que pediu a revisão da suspensão.
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O envolvimento do governo americano na questão chamou a atenção e colocou em dúvida os verdadeiros responsáveis pela anulação do cartão vermelho.
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“Ninguém pode alegar que a arbitragem da FIFA possa ser influenciada por quem quer que seja, nem mesmo pelo presidente da FIFA (Gianni Infantino). Ele sempre demonstrou total apoio à ‘Equipe Um’ da FIFA, ao mesmo tempo em que confia em nós para trabalharmos com total independência” disse Collina, em entrevista à Fifa.
Argentina x Egito


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Ainda em entrevista, o chefe de arbitragem comentou sobre a partida entre Argentina x Egito. Os egípcios tiveram um gol anulado aos 12 minutos do segundo tempo, quando desarmaram Lisandro Martínez no campo defensivo, saíram em contra-ataque e estufaram as redes. Porém, foi vista uma falta no zagueiro argentino e a jogada foi invalidada.
Segundo comunicado, a infração no defensor aconteceu no início da construção da jogada que terminaria na bola nas redes dos faraós. Collina ainda acrescentou que foi assinalado um pisão no pé de Lisandro.
“Após cada gol marcado, o VAR verifica a fase de posse de bola do ataque (APP). Se uma falta for identificada na construção da jogada e considerada como tendo influenciado o gol, o VAR recomendará uma revisão em campo. Não há limite definido em relação à distância do gol ou ao tempo decorrido entre o lance e o gol”, explicou o chefe da arbitragem.
Pierluigi Collina ainda comentou sobre outra jogada na partida. No terceiro gol argentino, que resultou na virada e classificação, o Egito reclama de uma falta no início da construção. Na ocasião, Julián Álvarez recuperou a bola de Salah e saiu em contra-ataque que resultou em tento. Segundo o italiano, o lance foi normal, por isso não houve a anulação.
O chefe da arbitragem comentou sobre os dois lances do jogo.
“Pisar no pé de um adversário é falta, enquanto um defensor que toca na bola primeiro e depois faz um contato normal de futebol não cometeu falta. Novamente, um exemplo disso ocorreu no final da mesma partida. O árbitro e o VAR consideraram um contato normal de futebol entre o camisa 10 do Egito, Mohamed Salah, e o camisa 10 da Argentina, Julián Alvarez”, completou.
