
O PT entrou oficialmente na disputa pela vaga de vice na chapa de Renan Filho ao governo de Alagoas. Em resolução política aprovada pela Comissão Executiva Estadual, esta semana, o partido reafirma a aliança com o MDB e anuncia que encaminhará oficialmente à direção emedebista a reivindicação para indicar o candidato a vice-governador nas eleições de 2026.
No documento, o PT afirma que o pedido decorre da participação da legenda nos governos do presidente Lula e do governador Paulo Dantas, da representatividade política conquistada no Estado e do princípio da reciprocidade que, segundo o texto, sempre orientou a relação entre PT e MDB.
Em reunião com o senador Renan Calheiros, presidente do MDB em Alagoas, o presidente estadual do PT, deputado Ronaldo Medeiros, antecipou os argumentos: “não podemos ser apenas tempo de televisão. Temos militância, representatividade, história, militância, influência nos movimentos sociais e populares e sobretudo a referência do presidente Lula”, apontou.
Medeiros diz que a conversa com Renan Calheiros não foi conclusiva: “foi um momento importante. Ele nos ouviu, ficou de avaliar e, principalmente, de decidir como quer nossa participação na campanha majoritária”, afirmou.
O que diz a resolução
Entre os principais pontos aprovados pela Executiva Estadual estão:
• reafirmação da aliança política entre PT e MDB em Alagoas;
• defesa da continuidade da frente liderada pelo presidente Lula;
• encaminhamento oficial ao MDB do pedido para que a vaga de vice seja destinada ao PT;
• autorização para que a direção estadual conduza as negociações com os partidos aliados.
Na avaliação da direção petista, uma chapa formada pelo pré-candidato do MDB ao governo, pelos candidatos do MDB ao Senado e por um vice indicado pelo PT fortaleceria a aliança e ampliaria as condições de vitória do grupo em 2026.
A resolução, no entanto, representa apenas o posicionamento do PT.
Quem fará a escolha é Renan Filho.
E o pré-candidato já deixou claro que não pretende antecipar essa decisão.
"Não vamos definir um vice agora. A escolha será no momento certo e devemos buscar o nome que mais somar para o nosso projeto, que também é o projeto do presidente Lula em Alagoas", afirmou recentemente.
Na prática, isso significa que a vaga continua aberta. Além do PT, outros grupos da base também têm interesse na indicação.
O nome poderá sair de uma composição construída pelo governador Paulo Dantas, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, pelo grupo político de Arapiraca, por Maceió ou até de um partido que ainda venha a integrar a aliança governista.
A tendência, segundo interlocutores da base, é que Renan Filho deixe a definição para os últimos dias antes da convenção.
Quanto mais próximo do prazo, maior será a capacidade de acomodar alianças e escolher o nome que efetivamente agregue votos e fortaleça o projeto eleitoral.