Policiais são presos acusados de roubar vítimas de terremotos
Funcionários da polícia venezuelana se apropriaram de bens em escombros e foram demitidos

Quatro funcionários do CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalistas) foram detidos após ser descoberto que "agiram de forma indecorosa ao se apropriarem de valores encontrados entre os escombros" em La Guaira, na Venezuela, informaram as autoridades.
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Em um comunicado divulgado na terça-feira (30), o CICPC informou que os quatro homens foram demitidos de seus cargos e que os casos foram encaminhados ao Poder Judiciário.
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O CICPC explicou que os agentes desviaram de suas funções e se aproveitaram das operações de resgate e ajuda humanitária para roubar bens de valor encontrados entre os escombros.
"A instituição reafirma ao país que não tolerará, em nenhuma circunstância, desvios de conduta policial, atos de corrupção ou comportamentos que atentem contra a honra institucional ou agravem o sofrimento das vítimas desta emergência", acrescentou o comunicado.


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Imagens que viralizaram nas redes sociais supostamente mostram o momento em que os agentes roubam dinheiro encontrado nos destroços de um prédio destruído.
Moradores da Venezuela têm denunciado alguns integrantes das forças armadas e da polícia por supostamente bloquear a ajuda humanitária e cooptar doações que chegam ao país, além de edifícios desabados.
O Ministério das Comunicações da Venezuela, que cuida das solicitações da mídia dirigidas aos militares e à polícia, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.
Altos funcionários do governo atribuíram chamaram os relatos de envolvimento de militares em saques e lentidão na ajuda de "desinformação". Eles pediram que o público ignore “estratégias de manipulação nas redes sociais” e confie em informações oficiais.
