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'Nepobabies' da Copa: quem brilhou e quem ficou devendo no Mundial

Filhos de ídolos vivem campanhas distintas


				'Nepobabies' da Copa: quem brilhou e quem ficou devendo no Mundial
Vini Jr. dribla o Angus Gunn, goleiro da Escócia para abrir o placar (Foto: CHANDAN KHANNA / AFP).

A Copa do Mundo colocou em evidência uma geração de jogadores que cresceu cercada pelo futebol. Filhos de ex-atletas que disputaram Mundiais ou marcaram época por clubes e seleções, os chamados "nepobabies" chegaram ao torneio carregando sobrenomes conhecidos. Na fase inicial da competição, porém, os desempenhos seguiram caminhos bem diferentes: enquanto alguns assumiram papel decisivo em suas equipes, outros tiveram poucos minutos ou deixaram o torneio sob críticas.

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O maior destaque até aqui é Erling Haaland. Filho de Alf-Inge Haaland, que defendeu a Noruega na Copa do Mundo de 1994, o atacante disputa seu primeiro Mundial e rapidamente se tornou um dos protagonistas do torneio. Com cinco gols marcados, ocupa a vice-artilharia da competição, atrás apenas de Messi, que soma seis.

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Além dos números, Haaland foi eleito o melhor jogador em campo nas duas primeiras partidas da Noruega, consolidando-se como a principal referência ofensiva da seleção no mata-mata.

Nepobabies entre protagonistas e coadjuvantes

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A Argentina também conta com dois representantes dessa geração. Giuliano Simeone, filho de Diego Simeone – capitão da seleção argentina na Copa de 1998 e participante de três Mundiais –, ganhou minutos na vitória sobre a Jordânia. O atacante atuou durante 71 minutos e participou de 47 ações com a bola, mas não contribuiu diretamente com gols ou assistências.

Quem também recebeu oportunidade foi Nico Paz. Filho do ex-zagueiro Pablo Paz, integrante da seleção argentina na Copa de 1998, o meia foi titular diante da Jordânia e apresentou bons números na construção das jogadas. Acertou 50 dos 53 passes que tentou, alcançando 94% de precisão, completou todos os lançamentos longos e foi um dos argentinos que mais conduziram a bola durante o tempo em que esteve em campo.

Pelos Estados Unidos, os dois sobrenomes conhecidos tiveram campanhas distintas. Sebastian Berhalter, filho de Gregg Berhalter – que disputou duas Copas do Mundo antes de comandar a seleção americana como treinador —, entrou nas três partidas da fase de grupos. Já classificada, a equipe o escalou como titular no último compromisso, quando respondeu com um gol, uma assistência e o prêmio de melhor jogador da partida.

Já Giovanni Reyna, filho de Claudio Reyna, um dos principais nomes da história recente da seleção dos Estados Unidos e participante dos Mundiais de 1998, 2002, 2006 e 2010, teve desempenho mais discreto. Marcou um dos gols na estreia contra o Paraguai, ficou fora do segundo compromisso e voltou a atuar diante da Turquia, sem repetir o mesmo destaque.

Outro herdeiro que teve pouco espaço foi Francisco Conceição. Filho de Sérgio Conceição, que representou Portugal na Copa de 2002, o atacante participou de duas partidas, entrando no intervalo dos confrontos contra República Democrática do Congo e Uzbequistão, mas permaneceu no banco no empate sem gols diante da Colômbia.

Na Escócia, o goleiro Angus Gunn seguiu os passos do pai, Bryan Gunn, que defendeu a seleção escocesa na Copa de 1990. Titular durante toda a fase de grupos, o jogador não conseguiu evitar as derrotas para Marrocos e Brasil, que culminaram na eliminação da equipe.

Pela Coreia do Sul, Lee Tae-seok, filho de Lee Eul-yong – integrante da histórica campanha que levou os sul-coreanos às semifinais da Copa de 2002 –, atuou em duas partidas. Foi titular na estreia diante da Tchéquia, quando permaneceu em campo por 69 minutos, e também começou jogando contra a África do Sul, sendo substituído no intervalo da derrota sul-coreana.

Já Kristian Thorstvedt, filho do ex-goleiro Erik Thorstvedt, titular da Noruega na Copa de 1994, teve participação mais limitada. O meio-campista foi titular diante da França, mas acabou substituído no intervalo da derrota por 4 a 1. Nas vitórias sobre Senegal e Costa do Marfim, permaneceu no banco de reservas.

Eliminação, críticas e pouco espaço

A campanha mais frustrante entre os herdeiros ficou com Justin Kluivert. Filho de Patrick Kluivert, um dos principais nomes da Holanda na Copa de 1998, o atacante participou de apenas dois jogos. Entrou por 18 minutos na vitória sobre a Tunísia e voltou a atuar apenas na prorrogação da eliminação para Marrocos, nos 16 avos de final. Na disputa por pênaltis, desperdiçou sua cobrança e reviveu um episódio marcante da carreira do pai, que também perdeu uma penalidade em uma decisão exatamente na mesma data do calendário, 26 anos antes.

Outro sobrenome histórico que viveu um Mundial complicado foi Luca Zidane. Filho de Zinedine Zidane, campeão do mundo com a França em 1998 e vice em 2006, o goleiro foi titular da Argélia nas três partidas da fase de grupos, mas teve atuações criticadas durante a campanha da seleção africana.

Pela França, Marcus Thuram busca repetir a trajetória do pai, Lilian Thuram, campeão mundial em 1998 e recordista de partidas pela seleção francesa por muitos anos. O atacante integrou a campanha invicta dos franceses, mas teve poucos minutos na fase de grupos. Entrou apenas no fim da vitória sobre o Iraque.

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