Hábitos comuns na Copa podem aumentar risco de infarto, diz médico
Estresse, álcool, comidas muito salgadas e noites mal dormidas podem sobrecarregar o coração durante jogos decisivos da

Metrópoles
30/06/2026 às 13:52 • Atualizada em 30/06/2026 às 14:38 - há XX semanas
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A Copa do Mundo costuma mexer com o corpo antes mesmo de a bola rolar. A ansiedade pela escalação, o medo da eliminação, a euforia do gol e a tensão nos minutos finais dos jogos podem acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e deixar o organismo em estado de alerta.
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Para a maioria das pessoas, a reação passa depois do apito final. Mas, em quem já tem fatores de risco, como hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol alto ou doença cardíaca conhecida, a emoção intensa pode funcionar como gatilho para arritmias, crise de pressão e até infarto.
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O cardiologista Carlos Bonasso Filho, do Ambulatório Geral de Cardiologia do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP, explica que o estresse emocional agudo pode sobrecarregar o sistema cardiovascular.
“Quando estamos tensos, nosso corpo libera muita adrenalina e cortisol, o que aumenta os batimentos e a pressão arterial”, afirma.


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Na prática, o corpo reage como se estivesse diante de uma ameaça o tempo todo. O coração bate mais rápido, os vasos podem se contrair e a pressão sobe. Em pessoas predispostas, a resposta pode ultrapassar o limite seguro.
O cardiologista Eugênio Moraes, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, explica que o mecanismo mais provável envolve uma descarga intensa de substâncias ligadas ao estresse, como adrenalina e noradrenalina. Segundo ele, isso pode gerar taquicardia, elevar a pressão arterial e aumentar a necessidade de oxigênio no músculo cardíaco.
“O risco é ainda maior quando a pessoa já tem placas de gordura nas artérias coronárias. Nessas situações, a emoção forte pode contribuir para a instabilidade da placa, sua ruptura e o início de um evento coronariano agudo,” explica o especialista.
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