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Ataque de Portugal oscila na Copa e números explicam dificuldades ofensivas

Portugal tem ligado alerta para números no setor ofensivo


				Ataque de Portugal oscila na Copa e números explicam dificuldades ofensivas
Portugal tem que decidir contra a Croácia. (Foto: CHANDAN KHANNA / AFP)

Os números de Portugal nas três primeiras partidas da Copa do Mundo mostram um ataque que oscilou ao longo da fase de grupos e expôs dificuldades para transformar volume ofensivo em gols em dois dos três jogos disputados. A produção da equipe comandada por Roberto Martínez variou bastante neste início de competição, acendendo um alerta para a sequência do Mundial.

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Na estreia, contra a RD Congo, Portugal teve 75% de posse de bola e passou boa parte do tempo instalado no campo ofensivo, acumulando 101 entradas no terço final. Apesar disso, criou apenas uma grande chance e marcou somente um gol. O dado mais simbólico é o de 134 toques para conseguir uma finalização, número que evidencia pouca objetividade na construção das jogadas. O empate, portanto, refletiu a dificuldade da seleção em transformar controle em chances claras. Todos os dados são do Sofascore.

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Contra o Uzbequistão, seleção mais fraca do Grupo K, a goleada por 5 a 0 se justificou pelos números. Mesmo com menos posse de bola (66%) e menos entradas no terço final (78), Portugal foi muito mais incisivo. Precisou de apenas 48,1 toques para finalizar, quase três vezes menos do que na estreia. O resultado foi um ataque muito mais agressivo, com 17 finalizações, nove no alvo, sete grandes chances criadas e cinco gols marcados. O desempenho, porém, também passou pelas características do adversário, que ofereceu espaços e apresentou fragilidades defensivas.

No empate sem gols com a Colômbia, os números ofensivos voltaram a cair. Portugal teve apenas 45% de posse de bola, reflexo de um adversário que conseguiu equilibrar a partida e controlar mais as ações. Ainda assim, a equipe manteve uma média semelhante de 47,5 toques por finalização, indicando que não perdeu verticalidade quando recuperava a bola. O principal problema esteve na eficiência: foram 13 finalizações, mas apenas duas acertaram o gol, além de duas grandes chances desperdiçadas.

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Os números indicam que Portugal rende mais quando encontra equipes que cedem espaços e permitem acelerar a circulação da bola. Diante de adversários mais organizados defensivamente, a produção ofensiva diminui, mesmo com um elenco tecnicamente qualificado. O próximo desafio será justamente contra a Croácia, em um confronto eliminatório que deve exigir da seleção portuguesa maior capacidade e uma melhora nestes números.


				Ataque de Portugal oscila na Copa e números explicam dificuldades ofensivas
Jhon Arias e Cristiano Ronaldo durante partida da Copa do Mundo. Duelo válido pelo Grupo K. (Foto: Megan Briggs / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP).

Veja o caminho de Portugal na Copa do Mundo

Portugal conheceu seu caminho nesta Copa do Mundo após o empate com a Colômbia, que fechou a participação da equipe na fase de grupos da competição. Encerrando a primeira fase em segundo lugar, com cinco pontos, enfrenta a Croácia na próxima fase, que acontece quinta-feira, às 20h (de Brasília).

Se passar para as oitavas de final, Portugal enfrentará o vencedor entre Áustria e Espanha. Caso avance para as quartas, pode encarar times como Estados Unidos, Bósnia, Bélgica ou Senegal. Na semifinal, pode jogar contra fortes seleções, entre elas, Alemanha, Paraguai, França, Suécia, África do Sul, Canadá, Marrocos ou Holanda. Ou seja, até então, não existe um caminho no qual o Brasil encontre Portugal de Cristiano Ronaldo.

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