Entre a fé e a coragem: Canarraiá resgata memória da Guerra de Canudos no Forró & Folia
Apresentação no Forró & Folia destacou a trajetória de Antônio Conselheiro e o extermínio de milhares de nordestinos retratado em Os Sertões

Mariane Rodrigues
26/06/2026 às 1:10 • Atualizada em 26/06/2026 às 1:32 - há XX semanas
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A quadrilha Canarraiá, do bairro Canafístula, em Arapiraca, recontou ao público do Ginásio de Esportes Djalma Nunes Santos, em Girau do Ponciano, a história da Guerra de Canudos, que em 2026 completa 130 anos. Com o tema “Os Sertões: entre a fé e a coragem”, o espetáculo buscou, no Forró & Folia, reviver o conflito para que ele não seja esquecido e, mais ainda, seja conhecido por aqueles que ainda não tiveram contato com esse episódio sangrento da história brasileira.
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A equipe de Arapiraca relata a história com base no livro Os Sertões, de Euclides da Cunha. O autor testemunhou a fase final da Guerra de Canudos quando foi convidado para acompanhar as expedições militares. Da experiência, ele escreveu a obra.
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“Ele foi enviado para relatar a vitória da República, mas acabou contando a experiência do povo nordestino”, explica o projetista da Canarraiá, Davi Torres Perdigão.
No meio da história, não poderia faltar no enredo a figura de Antônio Conselheiro, líder religioso cearense que peregrinou por todo o Nordeste, liderando a formação do Arraial de Belo Monte, que ficou popularmente conhecido como Canudos.


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“A Canarraiá fala sobre a Guerra de Canudos, que ficou meio esquecida na história e que, neste ano, completa 130 anos dessa grande tragédia. O tema foi escolhido porque é uma oportunidade para que as pessoas conheçam quem foi Antônio Conselheiro. A gente fala sobre fé e religiosidade, e as pessoas precisam lembrar que Canudos existiu e que foi um extermínio de milhares de nordestinos”, afirmou Davi Torres.
A quadrilha Canarraiá tem mais de 40 anos de existência. Ela nasceu em 1985 como uma quadrilha matuta, migrando para o modelo estilizado em 2000. Atualmente, é considerada Patrimônio Cultural Imaterial de Arapiraca. Possui 130 brincantes, entre adolescentes e jovens da comunidade do bairro Canafístula, mas também reúne integrantes de municípios como Ouro Branco e Palmeira dos Índios.
Uma característica da Canarraiá é que ela tem uma quadrilha infantil, servindo como base para que as crianças se insiram nessa cultura e possam, futuramente, participar da quadrilha juvenil.
Forró & Folia

A 26ª edição do Forró & Folia começou na segunda-feira (22), em Maceió, com a apresentação de cinco quadrilhas juninas alagoanas, que levaram muito brilho, dança, ritmo, figurinos e muito forró. O palco foi o Parque da Pecuária, localizado no bairro do Trapiche, em Maceió. O evento é uma iniciativa da Organização Arnon de Mello (OAM).
A novidade deste ano é a ampliação do festival para o interior de Alagoas, que acontece hoje em Girau do Ponciano. A grande final em Maceió acontecerá nesta sexta-feira (26) e será composta pelas cinco quadrilhas com melhores classificações entre as apresentações de segunda e terça-feira.
Nesta edição, 26 quadrilhas apresentam seus talentos, misturando cultura, alegria e muita tradição. No Parque da Pecuária, 13 quadrilhas integram o espetáculo.
Já em Girau do Ponciano, apresentam-se quatro quadrilhas classificadas durante as etapas da Liqal, realizadas neste mês de junho. Elas representam todas as regiões do estado de Alagoas.
O Forró & Folia conta com a parceria da Liqal e da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), apoio da Origem Energia, Braskem, Rommanel, MRV e Equatorial, além do apoio cultural do Governo de Alagoas e da Assembleia Legislativa.





