Justiça pede perícia para saber se Digimais vendeu carteiras podres
Fundo acusa o banco de Edir Macedo de ter vendido carteiras podres. Auditoria apontou que 42% dos contratos não tinham lastro

A Justiça de São Paulo determinou, na semana passada, a realização de uma perícia técnica para avaliar se carteiras de crédito revendidas a um fundo de investimento pelo Digimais, o banco de Edir Macedo, têm lastro ou se parte delas é podre, como alega a gestora do fundo.
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Essas carteiras são formadas por dezenas de milhares de cédulas de crédito bancário (CCB), que são o compromisso assumido pelo tomador de um financiamento de que a dívida será paga. Na prática, em negociações do tipo, um banco vende para um terceiro o direito de receber parcelas de milhares de empréstimos. Depois, essa carteira pode ser revendida outras vezes.
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Em março do ano passado, o Digimais repassou uma carteira para o fundo EXP 1 FIDC, em uma transação inicialmente de R$ 722 milhões. Sem receber documentação sobre o produto adquirido, a gestora Yards contratou uma auditoria que identificou irregularidades em aproximadamente 42% das CCBs transferidas, justamente as de valores mais altos.
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