PC vai apurar se investigado possui registro de CAC; arsenal será periciado
Homem mantinha fuzis, pistolas, carabinas e munições em residência no bairro do Farol

Jobison Barros, com informações da TV Gazeta
23/06/2026 às 7:01 • Atualizada em 23/06/2026 às 8:06 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) vai investigar se o homem preso na manhã desta terça-feira (23), durante uma operação no bairro do Farol, em Maceió, possui registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). Além disso, todo o arsenal apreendido na residência do investigado será submetido à perícia para verificar a regularidade das armas e eventual ligação com outros crimes.
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O suspeito, de 39 anos, foi alvo de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão cumpridos por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em um imóvel localizado na Rua Ângelo Neto.
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Durante a operação, os policiais apreenderam, pelo menos, cinco armas de fogo, dentre elas fuzis, pistolas e carabinas, além de munições, carregadores e documentação relacionada ao armamento. O material foi recolhido e encaminhado para análise.

Segundo o delegado Eduardo Guerra, uma avaliação preliminar aponta que as armas possuem registro. No entanto, a documentação encontrada no imóvel será analisada detalhadamente para verificar a situação legal de cada armamento e confirmar se o investigado possui autorização para manter o arsenal.


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"Em uma análise inicial, as armas aparentam ser registradas. Vamos conferir toda a documentação apreendida para verificar a regularidade desse material", afirmou o delegado.
A polícia também pretende identificar se alguma das armas foi utilizada em outros crimes. Os armamentos passarão por exames periciais e poderão ser confrontados com vestígios balísticos coletados em investigações em andamento.

DOIS PROCESSOS
De acordo com a Polícia Civil, os mandados cumpridos nesta terça-feira estão relacionados a dois processos distintos envolvendo o mesmo investigado.
O primeiro tem origem em um caso registrado no início deste ano, quando o homem foi preso por porte ilegal de arma de fogo. Conforme a investigação, ele descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça, o que levou o Ministério Público (MP) a solicitar a prisão preventiva.

Por sua vez, o segundo processo está relacionado a uma tentativa de homicídio contra um motorista por aplicativo ocorrida no início de maio, na Avenida Doutor Antônio Gomes de Barros, conhecida como Amélia Rosa, no bairro da Jatiúca.
Segundo as investigações, o motorista recusou uma corrida após perceber que o passageiro apresentava sinais de embriaguez. Após a negativa, o suspeito teria efetuado um disparo contra o veículo.

O projétil atingiu o porta-malas do carro, atravessou a lataria, perfurou o banco traseiro e parou próximo ao banco do motorista. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido.
Durante o inquérito, o investigado alegou que realizou apenas um "disparo de advertência". No entanto, a Polícia Civil concluiu que os elementos técnicos reunidos no caso, incluindo a trajetória do projétil, não sustentam essa versão.