Casagrande presenteia prefeito de Nova York com camisa do Corinthians
Zohran Mamdani citou o movimento da Democracia Corinthiana ao falar do futebol como instrumento de mobilização social

No último sábado (20), o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande presenteou Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, com uma camisa do Corinthians.
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A iniciativa ocorreu após Mamdani publicar, no último dia 13, um vídeo defendendo o futebol como instrumento de mobilização social. Na gravação, o político citou a Democracia Corinthiana e Sócrates, um dos principais líderes do movimento que marcou a história do clube entre 1982 e 1984.
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Além de Casagrande, um dos expoentes da Democracia Corinthiana, participaram do encontro Rafael Castilho, diretor cultural do Corinthians, e Vinicius Cascone, ex-diretor jurídico do clube.
"Eu tenho pensado ultimamente sobre Sócrates, não o antigo filósofo grego, mas o maestro do meio-campo brasileiro. Sócrates jogou pelo Brasil nos anos 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, onde capitaneou a seleção. Estes foram anos difíceis no Brasil. Uma junta militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força", disse o prefeito no vídeo.


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"No Corinthians, o clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que os brasileiros comuns chamavam democracia. Eles começaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corinthiana. Quer você fosse o centroavante estrela ou trabalhava na lavanderia, você tinha um voto", completou.
A Democracia Corinthiana surgiu no início da década de 1980, nos últimos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). O movimento defendia uma gestão mais participativa dentro do clube, permitindo que jogadores, comissão técnica e funcionários tivessem voz nas principais decisões do departamento de futebol, por meio de votações.
Algumas das figuras mais marcantes do movimento foram Sócrates, Casagrande, Wladimir, Biro-Biro e Zenon, além do diretor de futebol Adílson Monteiro Alves, um dos idealizadores da proposta.
"Enquanto a ditadura militar estava torturando e assassinando seus cidadãos, Sócrates liderou os jogadores para o campo, usando jaquetas com as palavras ‘Eu quero votar para presidente’ nas costas. Conforme nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos celebrando o esporte que deu a milhões de pessoas em todo o mundo, tanto povos quanto esquerdistas, um senso de pertencimento, uma conexão com seu vizinho, um sentimento de solidariedade", finalizou Zohran Mamdani.
