Júri absolve advogado acusado de matar taxista em disputa por ponto em shopping de Maceió
Denúncia apontava que réu e vítima mantinham conflitos frequentes relacionados à atuação no transporte de passageiros

Mariane Rodrigues
19/06/2026 às 20:08 • Atualizada em 19/06/2026 às 22:32 - há XX semanas
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O advogado Stwes Wagner Cavalcanti Manso foi absolvido pelo júri popular nesta sexta-feira (19), no Fórum do Barro Duro, em Maceió. Ele era acusado de matar o taxista Felipe Rafael Ramos da Silva em 26 de novembro de 2020, no bairro Cruzeiro do Sul, na parte alta da capital alagoana.
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O caso foi levado a julgamento sob a acusação de homicídio, que, segundo o Ministério Público de Alagoas, teria sido motivado por uma disputa envolvendo pontos de táxi no Pátio Shopping Maceió. A denúncia apontava que réu e vítima mantinham conflitos frequentes relacionados à atuação no transporte de passageiros.
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Segundo o Ministério Público de Alagoas, os jurados reconheceram que Stwes matou o taxista, mas o absolveu porque considerou que ele agiu em legítima defesa, em razão da conduta de Felipe que estaria ameaçando o réu.
De acordo com o inquérito policial, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo enquanto estava dentro do carro, por volta das 10h30, e morreu ainda no local. As investigações também indicavam que havia desentendimentos anteriores entre os envolvidos, incluindo registros de boletins de ocorrência.


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O processo relatava ainda que os conflitos estavam ligados a divergências entre taxistas que atuavam em pontos regulares do shopping e profissionais apontados como atuantes de forma clandestina.
Segundo os autos, o réu realizava transporte entre a região do shopping e o município de Satuba, na Região Metropolitana de Maceió, e também possuía desavenças com o pai da vítima.
No dia do crime, ambos chegaram a registrar ocorrências na delegacia de Satuba por ameaças e discussões, mas o conflito teria continuado após o atendimento policial. A acusação sustentava que, durante o retorno, a vítima teria parado o veículo nas proximidades da Ceasa, onde ocorreu a ação.
O Ministério Público afirmava que o advogado teria descido de outro carro armado, agredido a vítima com um soco e efetuado ao menos 11 disparos. O pai de Felipe Rafael também relatou em depoimento a sequência dos fatos.
A defesa sustentou, ao longo do processo, a tese de legítima defesa, alegando que o réu já teria sido ameaçado anteriormente e acreditava que a vítima estivesse armada no momento do confronto.