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Empresário alagoano é preso pela PF contra esquema de R$ 1,5 bilhão na mineração

Investigação aponta espionagem, tentativa de interferência judicial e atuação de rede com dezenas de empresas em MG


				Empresário alagoano é preso pela PF contra esquema de R$ 1,5 bilhão na mineração
Empresário alagoano é preso pela PF contra esquema de R$ 1,5 bilhão na mineração. Divulgação

O empresário alagoano Alan Cavalcante do Nascimento foi preso pela Polícia Federal (PF) durante uma operação que apura um esquema de aproximadamente R$ 1,5 bilhão envolvendo atividades ilegais no setor de mineração. A ação, que integra mais uma fase da Operação Rejeito, foi deflagrada nessa quinta-feira (18) e mira uma organização suspeita de fraudes ambientais e obstrução da Justiça.

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Além da prisão preventiva, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e obtiveram na Justiça a suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Belo Horizonte, com apoio do Gaeco do Ministério Público Federal.

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De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam que a organização atuava de forma estruturada para viabilizar licenciamentos irregulares no setor de mineração, além de adotar estratégias para dificultar apurações e influenciar decisões judiciais.

Entre os elementos apurados estão a contratação de serviços de espionagem para monitoramento de autoridades e pessoas de interesse, acesso indevido a dados protegidos por sigilo e tentativas de aproximação com agentes públicos para obtenção de vantagens ilícitas.

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Também há indícios de uso irregular de sistemas restritos e até da tentativa de simular operações policiais, como blitze, para atender interesses da organização.

Esta fase é um desdobramento de ações anteriores que já apontavam a existência de um conglomerado empresarial com mais de 40 empresas, utilizado para operacionalizar fraudes ambientais. A holding Minerar S/A é apontada como uma das principais estruturas do esquema.

As investigações também revelaram estratégias consideradas atípicas, como a aquisição de imóveis próximos a residências de magistradas que atuavam em processos de interesse do grupo, além de episódios de destruição de provas após operações anteriores.

Segundo a Polícia Federal, o grupo explorava minério de ferro em áreas protegidas, incluindo regiões tombadas como a Serra do Curral, em Belo Horizonte.

Na fase anterior da operação, também foram presos empresários, servidores públicos e ex-dirigentes federais. Entre eles estão o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Seabra, e o ex-chefe da Polícia Administrativa da Polícia Federal, Rodrigo de Melo Teixeira.

Os investigados poderão responder por crimes como obstrução de investigação de organização criminosa, violação de sigilos e fraudes relacionadas ao licenciamento ambiental.

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