Advogado acusado de matar taxista por disputa de ponto vai a júri popular nesta sexta
Ministério Público sustenta que crime ocorreu após anos de conflitos entre a vítima e o investigado

O advogado Stwes Wagner Cavalcanti Manso vai sentar, nesta sexta-feira (19), no banco dos réus, acusado de matar o taxista Felipe Rafael Ramos da Silva, no bairro Cruzeiro do Sul, na parte alta de Maceió, em 26 de novembro de 2020. O júri popular será realizado a partir das 8h, no Fórum do Barro Duro.
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Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas, o assassinato teria sido motivado por uma disputa envolvendo pontos de táxi no Pátio Shopping Maceió, localizado no bairro Benedito Bentes. A acusação aponta que o réu e a vítima mantinham conflitos frequentes e chegaram, inclusive, a registrar boletins de ocorrência um contra o outro.
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De acordo com o inquérito policial, o crime ocorreu por volta das 10h30. Felipe Rafael estava dentro do carro quando foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. Ele morreu no local.
As investigações apontam que os desentendimentos estavam relacionados a divergências entre taxistas que atuavam legalmente nos pontos do shopping e profissionais que trabalhavam de forma clandestina, como seria o caso da vítima.


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Stwes possuía linhas de transporte por táxi entre a região e o município de Satuba, na Região Metropolitana de Maceió. Segundo as autoridades policiais, ele não mantinha desavenças apenas com Felipe Rafael, mas também com o pai da vítima.
No dia 26 de novembro de 2020, Stwes e Felipe chegaram a comparecer à delegacia de Satuba para registrar ocorrências relacionadas a ameaças e discussões envolvendo ambos.
Entretanto, segundo a denúncia, o conflito não foi encerrado na delegacia. Durante o retorno para casa, a discussão teria continuado, momento em que a vítima parou o veículo nas proximidades da Ceasa.
Ainda de acordo com o Ministério Público, o advogado desceu de outro carro armado e efetuou disparos contra Felipe Rafael.
Conforme o depoimento do pai da vítima, antes dos tiros, o advogado teria desferido um soco no rosto de Felipe e, em seguida, realizado ao menos 11 disparos.
O órgão ministerial sustenta que Stwes confessou o crime na delegacia, mas alegou ter agido em legítima defesa. Segundo sua versão, ele já havia sido ameaçado de morte anteriormente e acreditou que a vítima estivesse armada no momento do confronto.
