Gigante do setor de supermercados fecha 28 lojas e demite 6.600 funcionários no Brasil
Os cortes aconteceram entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026

Você provavelmente já passou em frente a um supermercado lotado e nem imaginou os bastidores de um negócio desse tamanho. Pois o Grupo Mateus, uma das maiores redes varejistas do Brasil, acaba de mostrar que crescer nem sempre significa abrir mais portas. Às vezes, significa fechar algumas delas.
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Quando uma gigante decide encolher para crescer
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O Grupo Mateus iniciou um amplo processo de reestruturação que terminou com o fechamento de 28 lojas e a saída de aproximadamente 6,6 mil funcionários. Os cortes aconteceram entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, segundo dados que a empresa divulgou ao mercado.
Depois de anos abrindo lojas em ritmo acelerado, a companhia mudou a estratégia. Agora a prioridade é fazer as unidades existentes renderem mais, em vez de simplesmente multiplicar endereços pelo mapa.


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O que isso significa para quem compra e para quem trabalha
Para o cliente, a mudança é discreta no dia a dia. A rede de supermercados segue com 612 lojas no país, sendo 228 de varejo alimentar, o carro-chefe do grupo. Para os trabalhadores, porém, o impacto foi direto: milhares de pessoas precisaram recomeçar a carreira em meio a um varejo cada vez mais competitivo.
É aquela velha história de que o número no balanço de uma empresa esconde rostos reais. Por trás de cada vaga encerrada existe uma família organizando o orçamento de novo.
Os números que revelam a outra face do corte
Os dados ajudam a entender o tamanho do ajuste. As demissões representaram uma redução de cerca de 13,9% na força de trabalho no comparativo anual, e os estados mais afetados foram justamente as bases históricas da empresa. Veja os principais pontos:
- O quadro de colaboradores caiu de 47,9 mil para cerca de 41,2 mil pessoas em um ano.
- A própria empresa apresentou o corte como uma queda de 8,8% em relação a setembro de 2025.
- Foram fechadas 28 lojas em diferentes formatos da rede.
- Os cortes se concentraram em seis estados das regiões Norte e Nordeste.
- A meta declarada é proteger as margens e a rentabilidade do negócio.
Pontos-chave
- 13,9% foi a redução na força de trabalho da varejista no comparativo anual.
- R$ 43,5 bilhões foi a receita bruta consolidada da rede em 2025.
- 6 estados concentraram os fechamentos: Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.
Maranhão, Pará e mais: o mapa das demissões
As demissões do Grupo Mateus se concentraram em Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia, exatamente onde a rede de supermercados cresceu primeiro. São regiões em que a marca virou parte da rotina de compra de milhões de famílias.
Parte do aumento de despesas e da reorganização também está ligada à integração com o Novo Atacarejo, rede pernambucana incorporada ao longo de 2025. Além disso, um erro contábil de R$ 1,1 bilhão registrado em 2024 ampliou a atenção do mercado sobre as contas da companhia.

Expansão em pausa, e não em ponto final
O ponto curioso é que não se trata de uma crise de faturamento. A empresa registrou receita bilionária em 2025 e lucro acima de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A expansão não foi cancelada, apenas passou a exigir uma análise mais rigorosa antes de cada novo investimento.
No fim das contas, a história do Grupo Mateus mostra como o sucesso financeiro e os cortes podem caminhar lado a lado no varejo moderno. Um lembrete de que, por trás dos carrinhos cheios, existem decisões estratégicas que mudam a vida de muita gente.
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