Presidente americano parece confundir Flávio com Eduardo: "Prenderam Bolsonaro Jr."
Trump afirmou que o Brasil se tornou perigoso do ponto de vista político ao ser questionado durante o cúpula do G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu Flávio e Eduardo Bolsonaro ao ser questionado sobre as relações com o Brasil durante a Cúpula do G7. Trump disse que "prenderam Bolsonaro Jr." e que ele estava bem nas pesquisas, no que pareceu ser uma referência à condenação de Eduardo pelo STF.
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Trump disse que o Brasil se tornou um país perigoso do ponto de vista político. "Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo público", afirmou o líder americano quando perguntado sobre a interação com Lula em Évian-les-Bains.
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"Acabei de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava bem nas pesquisas e prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo para revelar alguma coisa", acrescentou.
"Eles jogam muito duro. Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos", concluiu Trump, repetindo, sem apresentar provas, as alegações de que os EUA tiveram eleições roubadas. "Nós tivemos eleições fraudadas", disse.


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Trump parece confundir Eduardo com Flávio ao dizer que "Bolsonaro Jr." estava bem nas pesquisas. Flávio (PL) tem 43% das intenções de voto para o 2º turno, enquanto Lula (PT) tem ampliado a vantagem com a revelação do caso Dark Horse e aparece com 49%, segundo levantamento Nexus/BTG.
Já ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado nessa terça-feira (16) pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo que apurou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. A pena de 4 anos e 2 meses de prisão deverá ser cumprida em regime semiaberto.
Por unanimidade, os ministros concluíram que o ex-deputado atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do STF e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, com o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro. A condenação torna Eduardo inelegível por 12 anos com base na Lei da Ficha Limpa.
Além da inelegibilidade, o STF decretou a perda do cargo efetivo que Eduardo mantém na Polícia Federal e impôs 50 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada. A defesa negou o crime de coação e alegou que Alexandre de Moraes deveria ser considerado impedido de atuar no caso por ser uma das autoridades atingidas pelas sanções americanas.
Relação Brasil-EUA
Os presidentes Donald Trump e Lula participaram da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Foi a primeira vez que eles se encontraram desde que os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de 25% contra produtos brasileiros e classificaram as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. As medidas foram anunciadas após a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca.
Em resposta às declarações de Trump, que classificou o Brasil como "politicamente perigoso", Lula afirmou que o presidente americano pode ter suas preferências eleitorais e ideológicas, mas deve respeitar a soberania das nações.
"Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro. Do pai, do filho, do neto. Não tem nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil", declarou Lula. "A única coisa que eu quero é o respeito pelo Brasil", acrescentou.
