Entenda doença delicada no coração que quase tirou Cristiano Ronaldo do futebol
Uma condição cardíaca quase interrompeu sua carreira, podendo levar a batimentos extremos

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17/06/2026 às 13:36 • Atualizada em 17/06/2026 às 14:59 - há XX semanas
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Cristiano Ronaldo vai se juntar a Lionel Messi em recorde histórico nesta tarde (17, 14h) se entrar em campo por Portugal contra a República Democrática do Congo na estreia das duas seleções na Copa 2026. Aos 41 anos, com oito gols no torneio, e dono de uma longevidade impressionante, CR7 é um dos pouquíssimos "quarentões" convocados para o atual Mundial.
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No caso do português, o sexto de sua carreira. Desde 2006, Cristiano Ronaldo busca o título inédito de Portugal em Copas, porém a melhor colocação foi um quarto lugar naquele mesmo ano na Alemanha. Hoje no Al-Nassr (Arábia Saudita), o craque português foi submetido a uma cirurgia no coração quando tinha 15 anos.
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A operação decorrente de uma taquicardia quando interrompeu para sempre a carreira promissora de CR7, que vê no sono o grande segredo para ficar tanto tempo nos gramados. "Seus batimentos ficavam muito elevados quando fazia esforço. O Sporting me fez assinar alguns papéis para que ele fosse operado em Lisboa. Fiquei muito assustada, pois não sabia o que ele tinha e temi que ele não pudesse mais jogar futebol. Porém, o tratamento correu muito bem e ele pôde voltar", contou a mãe, Dolores Aveiro, ao "The Sun".


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Primeiro é importante explicar que a taquicardia supraventricular (TSV) é uma arritmia cardíaca originária acima dos ventrículos, nos átrios ou nas vias de condução elétrica que os conectam aos ventrículos. A alteração faz o coração bater aceleradamente e descontroladamente. "Podendo atingir 150, 200 ou até 300 batimentos por minuto", explica o cardiologista.
O diagnóstico vem através do eletrocardiograma, exame fundamental nesses casos. "Quando a crise não é captada, recorremos ao Holter, que monitora o ritmo por 24 a 48 horas, ou ao looper, um monitor de eventos disponível em versão externa, fixada na pele, ou implantável sob a pele, capaz de registrar o coração continuamente por até três anos, funcionando como um vigia permanente de qualquer alteração elétrica. Em casos mais específicos, o estudo eletrofisiológico, que mapeia com precisão os circuitos elétricos do coração, é o caminho mais indicado", detalha.