Arma funcional de policial foi usada para matar colegas, conclui PCAL
Comissão indiciou agente por duplo homicídio qualificado; motivação segue sem explicação

A arma funcional do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho foi utilizada para matar os agentes Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, concluiu a comissão especial da Polícia Civil de Alagoas (PCAL) responsável por investigar o caso. O resultado das perícias foi apresentado nesta quarta-feira (17), durante coletiva na Delegacia Geral, em Maceió, quando também foi confirmado o indiciamento do agente por duplo homicídio qualificado.
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A investigação foi conduzida por uma comissão especial coordenada pelo delegado Sidney Tenório, que concluiu o inquérito sobre o crime ocorrido na madrugada do dia 20 de maio deste ano, em Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano.
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Um dos pontos centrais do inquérito foi a confirmação de que os disparos que mataram os dois agentes partiram da arma funcional acautelada ao próprio investigado.
"As perícias balísticas comprovaram que os projéteis retirados dos corpos das vítimas e os estojos encontrados na cena do crime foram disparados pela arma apreendida com Gildate após sua prisão", explicou o delegado Flávio Dutra, integrante da comissão.


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Segundo a comissão, não há dúvidas sobre a autoria dos disparos. O policial permanece preso preventivamente desde o dia do crime.
EXAME TOXICOLÓGICO
As investigações também descartaram o uso de drogas ilícitas ou medicamentos controlados pelos envolvidos. Exames toxicológicos realizados nas vítimas e no investigado apresentaram resultado negativo. Já as provas reunidas pela comissão confirmaram o consumo excessivo de bebida alcoólica antes do crime.
Apesar de a defesa ter levantado a hipótese de incapacidade decorrente da embriaguez, os delegados ressaltaram que a legislação penal brasileira não afasta a responsabilidade criminal em casos de embriaguez voluntária. Conforme a conclusão do inquérito, Gildate optou por ingerir grande quantidade de álcool mesmo estando armado, circunstância que não elimina sua responsabilização pelos homicídios.
Ao longo das apurações, foram ouvidas 18 pessoas, incluindo quatro testemunhas oculares que presenciaram o momento dos disparos. Os relatos confirmaram que o investigado efetuou os tiros dentro da viatura e deixou o local logo em seguida.
