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Trump coleciona histórico de atritos com líderes do G7; relembre quais são

O presidente americano acumulou tensões com líderes das maiores potências antes do encontro do G7


				Trump coleciona histórico de atritos com líderes do G7; relembre quais são
REUTERS/Evan Vucci.

A reunião do G7, realizada na França, ocorre em meio a um histórico de atritos entre Donald Trump e os demais líderes das sete maiores potências mundiais. No Live CNN desta terça-feira (16), o editor de Internacional Diego Pavão relembrou algumas dessas tensões, que envolveram desde divergências sobre a guerra no Irã até comentários pessoais e ofensas diretas.

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O primeiro atrito destacado envolve o francês Emmanuel Macron. Há pouco mais de um ano, a primeira-dama Brigitte Macron apareceu colocando a mão no rosto de Emmanuel Macron ao desembarcar do avião presidencial francês, gerando especulações sobre o episódio. Trump aproveitou o momento para atacar Macron, afirmando que "essa esposa dele o trata extremamente mal".

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"Os dois [Trump e Macron] são os que têm uma relação mais longa, com Macron se gabando muito de ser o presidente 'encantador' de Trump, quem conseguia falar no ouvido de Trump e convencê-lo. Mas a relação foi azedando", destacou Pavão.

Com o canadense Mark Carney, Trump foi além das críticas diplomáticas: ameaçou anexar o Canadá como 51º Estado americano e passou a se referir a Carney não como líder de governo de um país soberano, mas como "futuro governador do Canadá".

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Em relação ao Reino Unido, a relação de histórica proximidade entre os dois países também se deteriorou. O primeiro-ministro britânico Mark Starmer não apoiou de forma entusiasmada a causa da guerra no Irã e demorou para autorizar o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos, o que irritou Trump.

Em resposta, Trump fez uma comparação entre Starmer e o primeiro-ministro inglês na época da Segunda Guerra Mundial, na década de 1940: "Infelizmente, ele não é nenhum Winston Churchill".

Com o alemão Friedrich Merz, a tensão surgiu após Merz afirmar que os americanos estavam sendo "humilhados pelos iranianos". Trump respondeu chamando a Alemanha de "país quebrado".

A italiana Giorgia Meloni também entrou no radar de Trump. Quando o Papa Leão XIV criticou a guerra no Irã, Trump começou a atacar o pontífice, e Meloni classificou as críticas de Trump como "inaceitáveis". A reação de Trump foi direta: "Pensei que ela tivesse coragem. Estava errado".

Por fim, com o japonês Sanae Takaichi, Trump fez um comentário sarcástico evocando o ataque a Pearl Harbor, também fazendo referência à Segunda Guerra Mundial. O contexto era o pedido americano de apoio japonês durante as tensões no Estreito de Ormuz. Trump disse na época: "Por que vocês não me contaram sobre Pearl Harbor? Foi um ataque surpresa".

Apesar de todos esses episódios, Diego Pavão observou que, no encontro do G7, tudo parecia "correr mais ou menos em harmonia", ao menos com base nas informações disponíveis até o momento da análise.

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