Keiko Fujimori rejeita recontagem de votos e anuncia que sairá do país na reta final da apuração
Fujimori afirmou tratar-se de um compromisso estritamente familiar e de uma promessa feita à filha

Gazeta do Povo
15/06/2026 às 16:07 • Atualizada em 15/06/2026 às 16:29 - há XX semanas
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A candidata da direita, Keiko Fujimori (Fuerza Popular), anunciou que fará uma viagem ao exterior nos próximos dias, em meio à reta final da apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru, uma das mais acirradas desde a redemocratização do país.
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O anúncio ocorre no momento mais disputado da contagem. Fujimori afirmou tratar-se de um compromisso estritamente familiar e de uma promessa feita à filha, e disse que ficará fora do país apenas por alguns dias.
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No final da tarde deste domingo (14) no horário de Brasília, Fujimori aparece à frente de Roberto Sánchez (Juntos por el Perú) por margem mínima, de 18.832 votos — 50,052% contra 49,948% dos votos válidos. A Onpe (Oficina Nacional de Processos Eleitorais) apurou 98,59% das atas.
A candidata também rechaçou o pedido de recontagem total dos votos apresentado pelo Juntos por el Perú, legenda do opositor Sánchez. Para Fujimori, a proposta não tem respaldo na legislação eleitoral peruana. "Falta-lhes ler a lei", afirmou a líder da Fuerza Popular.


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O presidente interino do Peru, José María Balcázar, por sua vez, anunciou neste domingo (14) que vai encurtar a viagem oficial à Europa prevista para a próxima semana a fim de permanecer em Lima e coordenar ações diante da possibilidade de protestos ligados à contagem de votos, de acordo com informações da agência EFE.
O Congresso havia autorizado a viagem de segunda (15) a sexta (19) e, por meio de comunicado da Presidência, Balcázar informou que partirá apenas na quarta-feira (17) para uma audiência com o papa Leão XIV — que foi missionário e bispo no Peru por décadas — e retornará logo em seguida.
O presidente disse que ficará integralmente em Lima na segunda e na terça para acompanhar o desfecho eleitoral e reunir-se com as forças de segurança e as Forças Armadas. "Precisamos instruir a polícia para que, ao máximo, se respeitem as manifestações, mas sem provocações nem uso desnecessário da força, caso ocorram", afirmou Balcázar.