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“Está muito longe do Hexa”: jornalista faz dura análise da estreia do Brasil

Segundo ele, a atuação confirmou problemas que já vinham sendo observados durante a preparação para o Mundial e expôs uma equipe ainda sem identidade coletiva.

O empate da Seleção Brasileira por 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, neste sábado (13), motivou uma análise contundente de um jornalista da Jovem Pan, que avaliou que o Brasil ainda está muito distante do nível necessário para disputar o hexacampeonato. Segundo ele, a atuação confirmou problemas que já vinham sendo observados durante a preparação para o Mundial e expôs uma equipe ainda sem identidade coletiva.

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Na avaliação do comentarista, apenas o torcedor que acompanha a Seleção exclusivamente durante a Copa do Mundo poderia ter se surpreendido com o desempenho apresentado em campo. Para quem acompanhou a evolução da equipe nos últimos meses, o resultado e a atuação estariam dentro do esperado.

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“O Brasil mostrou aquilo que se esperava, um time que não é um time. A Seleção Brasileira está muito aquém daquilo que se espera de uma seleção que vai brigar pelo Hexa”, afirmou.

Embora reconheça que uma equipe possa crescer ao longo de uma Copa do Mundo, ele considera que o estágio atual do trabalho ainda é inicial e insuficiente para colocar o Brasil entre os principais candidatos ao título.

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“Pode acontecer de o Brasil evoluir na Copa do Mundo e ser competitivo. O futebol permite isso. Mas o estágio é muito embrionário, muito inicial. O Brasil está muito longe, mas muito longe de ser um time que possa lutar pelo sonhado Hexacampeonato”, analisou.

O jornalista também questionou a estrutura da equipe em todos os setores do campo. Para ele, a Seleção ainda não possui uma defesa consolidada, um meio-campo consistente ou um funcionamento coletivo que transmita segurança.

“Tem uma defesa montada, sólida? Não. Meio-campo? Não, de jeito nenhum. O ataque tem talentos”, comentou.

Na visão do comentarista, o grande responsável por evitar uma derrota brasileira foi Vinícius Júnior. Autor do gol de empate, o atacante voltou a decidir em um momento de dificuldade da equipe e demonstrou, segundo a análise, a importância que possui dentro da Seleção.

“O Vinícius Júnior tirou um coelho da cartola e salvou o Brasil”, afirmou, lembrando ainda que o camisa 7 participa diretamente da maioria dos gols marcados pela equipe em partidas de Copa do Mundo quando está em campo.

Apesar de reconhecer que o Brasil apresentou alguma melhora na segunda etapa, especialmente após a queda de rendimento de Marrocos, o jornalista avaliou que a equipe ainda atua muito mais por iniciativas individuais do que por um sistema coletivo consolidado.

“O Brasil não tem conjunto, não tem coletivo, não tem um time na acepção da palavra. Está muito longe disso”, disse.

Por fim, ele também fez críticas ao trabalho desenvolvido por Carlo Ancelotti até o momento e afirmou que a comissão técnica ainda precisa promover uma evolução significativa para que a Seleção possa sonhar com uma campanha de protagonismo no Mundial.

“O trabalho do Carlo Ancelotti, nesse momento, deixa muito a desejar. Vamos ver o que acontece contra o Haiti e depois contra a Escócia, mas o Brasil está bem aquém daquilo que muitos imaginavam ou esperavam”, concluiu.

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