Sem Pelé e Zagallo, Brasil vive na Copa de 2026 um momento inédito em sua história
Pela primeira vez desde a morte das duas maiores lendas da Seleção, a equipe estreia em um Mundial carregando o legado de quem ajudou a transformar a camisa amarela na mais vencedora do futebol.

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, neste sábado (13), diante do Marrocos, marca um momento inédito na história do futebol nacional. Pela primeira vez, o Brasil disputa um Mundial sem a presença, ainda que simbólica, de Pelé e Mario Jorge Lobo Zagallo, personagens que ajudaram a construir a identidade da equipe mais vencedora da competição.
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Embora ausentes fisicamente, os dois seguem representando uma herança que atravessa gerações. Juntos, escreveram alguns dos capítulos mais importantes da história da Seleção e contribuíram diretamente para transformar a camisa amarela em um dos maiores símbolos do esporte mundial.
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Pelé permanece como o único jogador da história a conquistar três Copas do Mundo. Sua trajetória começou de forma meteórica em 1958, quando, aos 17 anos, encantou o planeta ao liderar o Brasil rumo ao primeiro título mundial. Naquela campanha, marcou gols decisivos e tornou-se o atleta mais jovem a balançar as redes em uma final de Copa.
Em 1962, apesar de sofrer uma lesão durante a competição, voltou a levantar a taça do bicampeonato. O ápice veio em 1970, no México, quando comandou uma seleção considerada por muitos como uma das melhores de todos os tempos e encerrou sua carreira em Mundiais com o tricampeonato.


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Se Pelé foi o maior protagonista dentro das quatro linhas, Zagallo construiu uma trajetória única em diferentes funções. Como jogador, participou das conquistas de 1958 e 1962. Oito anos depois, assumiu o comando técnico da Seleção e conduziu o Brasil ao tricampeonato de 1970, consolidando seu nome entre os maiores vencedores da história do futebol.
Sua ligação com a equipe nacional ainda se estendeu por décadas. Em 1994, atuou como coordenador técnico na campanha do tetracampeonato e acumulou participações em sete Copas do Mundo, tornando-se um dos personagens mais emblemáticos do futebol brasileiro.
A estreia do Brasil em 2026 também apresenta uma curiosa coincidência envolvendo Zagallo. Conhecido por sua relação quase mística com o número 13, o Velho Lobo é lembrado justamente em uma edição cuja abertura brasileira acontece no dia 13 de junho. Além disso, o confronto contra Marrocos representa o 13º jogo de Carlo Ancelotti no comando da Seleção.
Agora sob nova direção e em busca do hexacampeonato, a equipe brasileira inicia mais uma caminhada carregando a responsabilidade de honrar uma história construída por gerações de craques. Sem Pelé e Zagallo à beira do campo ou nas arquibancadas, o legado deixado por ambos continua sendo uma das maiores inspirações para a Seleção em mais uma Copa do Mundo.
