Relembre o caso do sargento sequestrado e morto por ex-PM em Alagoas
Osmário foi rendido e levado à força por homens armados no Conjunto José Tenório, em Maceió

O sequestro e assassinato do sargento Osmário Dias Lima Júnior, um dos casos criminais mais emblemáticos da história recente de Alagoas, voltou ao centro das atenções após a condenação do ex-cabo da Polícia Militar Gilmar Galvão da Silva. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (12), mais de duas décadas após o crime ocorrido em dezembro de 1999.
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Segundo a acusação, Osmário foi rendido por homens armados no Conjunto José Tenório, no bairro Serraria, em Maceió, e levado à força.
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À época, o desaparecimento mobilizou forças de segurança e gerou ampla repercussão no estado.
Dias depois, o corpo do sargento foi localizado em uma área rural do município de Pilar, na Região Metropolitana de Maceió.


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O caso passou a simbolizar a violência associada a grupos criminosos que atuavam em Alagoas no fim da década de 1990.
O JULGAMENTO
O julgamento foi realizado no Fórum do Barro Duro e presidido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital. Durante a sessão, o Ministério Público de Alagoas sustentou a participação do ex-cabo no homicídio, tese que foi acolhida pelo Conselho de Sentença.
Um dos momentos mais marcantes do julgamento foi a participação da advogada Cinara Dias, filha da vítima, que atuou ao lado da acusação.
Com a decisão, Gilmar Galvão da Silva foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado. Por ser ex-integrante da Polícia Militar, ele deverá cumprir a pena em ala separada dos demais detentos, conforme as regras aplicáveis a ex-agentes das forças de segurança.
