‘Líder de quê?’: jornalista da Jovem Pan questiona Neymar e faz previsão pessimista para o Brasil
Comentarista questionou o papel do camisa 10 e demonstrou preocupação com o desempenho da Seleção

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09/06/2026 às 22:02 • Atualizada em 09/06/2026 às 22:15 - há XX semanas
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Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o jornalista da Jovem Pan Mauro Cezar Pereira, um dos comentaristas esportivos mais experientes do país e com ampla trajetória na cobertura de Mundiais, fez uma das análises mais contundentes sobre o momento vivido pela equipe comandada por Carlo Ancelotti. Durante participação em um programa da emissora, ele questionou o papel de Neymar como liderança do grupo e afirmou enxergar um cenário preocupante para o Brasil na competição.
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Para o jornalista, o treinador italiano terá uma missão difícil para transformar o atual desempenho da Seleção em uma campanha competitiva. Na avaliação dele, o cenário atual não inspira confiança.
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“Eu prevejo coisas muito ruins acontecendo, porque está tudo errado. Convocação, aquela festa, o time joga mal. Ou o Ancelotti vai acertar a mão, assim, num passe de mágica, ou a coisa vai dar ruim. Está bem complicado”, afirmou.
Um dos principais pontos de sua análise foi Neymar. Mauro Cezar questionou a narrativa de que o camisa 10 exerça um papel de liderança dentro do grupo e afirmou não entender como essa imagem foi construída.


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“Qual a relevância? E essa liderança, que liderança é essa? Líder de quê? Líder de onde, rapaz? Pelo amor de Deus”, declarou.
Na sequência, o jornalista reconheceu a qualidade técnica do atacante, mas disse nunca ter visto características que justificassem esse protagonismo fora das quatro linhas.
“Ele sempre foi um grande jogador, mas uma pessoa de pouco conteúdo. Nunca vi falando grande coisa. Aí agora ele é um líder. Líder de quê?”, questionou.
Mauro Cezar também criticou a possibilidade de uma mudança na equipe para acomodar Neymar entre os titulares. Segundo ele, a montagem da Seleção deve priorizar o equilíbrio tático e coletivo.
“Se o Neymar entrar, quem vai sair? Como é que vai montar esse time? Alguém acha que ele vai correr para trás? Em 2018 era o Gabriel Jesus quem fazia esse trabalho. O Neymar não vai fazer isso agora e nem tem condição”, avaliou.
Durante a participação, o comentarista voltou a defender Endrick, posição que, segundo ele, sustenta há bastante tempo. Mauro afirmou que o atacante deveria receber mais oportunidades independentemente do pouco espaço que teve recentemente em seu clube.
“Eu falava isso desde antes: por que não convoca o Endrick? Não está jogando? Dane-se. Convoca assim mesmo. Para mim, ele é melhor que a maioria desses caras, todos ou quase todos eles”, disse.
Na avaliação do jornalista, o período de preparação para a Copa do Mundo também dificulta uma análise precisa do rendimento das seleções. Para ele, muitos jogadores entram em campo preocupados em evitar lesões, já que estão prestes a disputar o principal torneio do futebol mundial.
“Quem está brigando por espaço entra com tudo. Quem é o nome certo não quer se machucar, porque o risco é real. Várias seleções chegam à Copa com jogadores lesionados ou ameaçados de corte”, afirmou.
Mauro Cezar também criticou o excesso de repercussão sobre episódios cotidianos envolvendo a Seleção Brasileira durante a preparação. Segundo ele, a falta de jogos faz com que situações sem grande relevância acabem ocupando espaço no debate esportivo.
“É um saco essa época de pré-Copa do Mundo, porque não tem jogo. Fala-se muito de Seleção e não existe assunto para todo mundo. Acontece uma disputa de bola em treino e isso vira notícia”, comentou.
Apesar das críticas, o jornalista reconheceu a capacidade de Carlo Ancelotti e afirmou que o treinador ainda pode encontrar o melhor encaixe para a equipe. No entanto, reforçou que, na sua visão, isso precisará acontecer rapidamente para que o Brasil tenha condições de fazer uma grande campanha.
“Ou o Ancelotti vai acertar a mão, assim, num passe de mágica, ou a coisa vai dar ruim”, concluiu.
A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, as declarações repercutem em meio à expectativa sobre a formação do time e, principalmente, sobre o papel que Neymar terá dentro da equipe na busca pelo hexacampeonato mundial.