Árbitro somali escalado para Copa do Mundo tem entrada nos EUA negada
Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos

Omar Artan, árbitro da Somália escalado para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, teve sua entrada nos Estados Unidos negada, informou uma autoridade do país africano nesta segunda-feira.
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Ainda não se sabe os motivos dessa expulsão, já que Artan possuía visto válido, disse à AFP Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali.
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A Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pelo governo de Donald Trump.
"[Artan] é um dos árbitros mais respeitados da África e negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play", lamentou Abshir.


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"A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil", acrescentou o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália.
Omar Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos.
No quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.
A Somália está na mira de Donald Trump. No final de novembro, o presidente americano descreveu o país como "podre" e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação.
