Marrocos chega à Copa como principal rival do Brasil na briga pela liderança do grupo
Seleção africana terá seu último teste antes do Mundial contra a Noruega

O último compromisso de Marrocos antes da Copa do Mundo acontece neste domingo (7), diante da Noruega, em Nova Jersey. O amistoso encerra a preparação da seleção africana para a estreia contra o Brasil, marcada para o próximo dia 13, no MetLife Stadium. A partida serve como termômetro para uma equipe que chega ao Mundial cercada por expectativas após o crescimento apresentado nos últimos anos.
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O cenário é bem diferente daquele de outras edições. Se no passado Marrocos costumava aparecer como uma seleção capaz de dificultar jogos específicos, agora desembarca na América do Norte como uma das forças emergentes do futebol internacional. Atual sétima colocada no ranking da Fifa, a equipe está logo atrás do Brasil e é apontada como principal concorrente da Seleção na disputa pela liderança do Grupo C, que também conta com Escócia e Haiti.
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A evolução recente ajuda a explicar o respeito conquistado pelos marroquinos. Na Copa do Mundo de 2022, a seleção alcançou as semifinais e terminou em quarto lugar, melhor campanha da história de um país africano no torneio. Desde então, consolidou uma geração formada por jogadores que atuam em alguns dos principais clubes da Europa.
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Apesar dos resultados recentes, Marrocos chega ao Mundial após uma troca de treinador. Walid Regragui, responsável pela campanha histórica no Catar, deixou o cargo em março deste ano após o vice-campeonato da Copa Africana de Nações disputada em casa.
Para o seu lugar foi escolhido Mohamed Ouahbi, treinador que comandava as categorias de base do país e conquistou o Mundial Sub-20. A mudança aconteceu a poucos meses da Copa, mas não alterou a ambição da federação marroquina.
O novo técnico herdou uma seleção que passou pelas Eliminatórias Africanas com campanha perfeita e aproveitamento de 100%. Ao mesmo tempo, tenta implementar características diferentes das vistas nos últimos anos. Se a equipe que brilhou em 2022 se notabilizou pela organização defensiva e pelos contra-ataques, a tendência é que Marrocos busque maior controle da posse de bola e participação ofensiva.
A estreia diante do Brasil, porém, deve exigir uma abordagem mais cautelosa. A expectativa é que os marroquinos utilizem justamente uma de suas principais virtudes recentes: a capacidade de explorar espaços e acelerar as transições.
Hakimi lidera geração que desafia o Brasil
O principal nome da seleção continua sendo Achraf Hakimi. Capitão da equipe, o lateral-direito do PSG é considerado uma das referências técnicas e de liderança do elenco. Com liberdade para atacar, ele exerce papel fundamental na construção das jogadas e costuma funcionar quase como um ponta pelo lado direito.
Além de Hakimi, Marrocos conta com jogadores experientes em grandes ligas europeias. O goleiro Bono, os defensores Mazraoui e Aguerd, o volante Sofyan Amrabat e o meia-atacante Brahim Díaz formam a espinha dorsal da equipe que enfrentará o Brasil.
Entre as novidades está o meio-campista Ayyoub Bouaddi, de apenas 18 anos. Formado nas categorias de base da França, o jogador optou por defender Marrocos e chega ao Mundial como uma das apostas para o futuro da seleção.
Antes de pensar na estreia contra o Brasil, os marroquinos terão pela frente a Noruega, que retorna à Copa do Mundo após quase três décadas e conta com nomes como Erling Haaland e Martin Odegaard. O amistoso deste domingo será a última oportunidade para Mohamed Ouahbi ajustar sua equipe antes do duelo que deve definir os rumos da liderança do Grupo C.
