Endividado no Brasil: o que fazer quando o banco diz não
Para os 81,7 milhões de adultos com CPF negativado, reorganizar a vida financeira deixou de ser plano de longo prazo

Em abril de 2026, 80,9% das famílias tinham dívidas ativas — o maior nível já registrado em mais de 15 anos da série histórica da Peic/CNC. Quatro em cada cinco famílias brasileiras estão com contas parceladas, financiamentos ou empréstimos ativos. Desse total, 29,7% já estão com dívidas em atraso, e o principal vilão da história tem nome: o cartão de crédito, com juros do rotativo que chegam a cerca de 90% ao ano, conforme dados do Banco Central de fevereiro de 2026.
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O paradoxo é cruel: o brasileiro nunca esteve tão endividado e, ao mesmo tempo, nunca teve tão pouco acesso ao crédito que poderia ajudá-lo a sair da inadimplência. Os bancos negam automaticamente quem está com o nome restrito, e a Selic elevada encarece ainda mais as poucas linhas disponíveis. Mas o cenário, por mais difícil que pareça, tem saída. E ela começa com uma pergunta simples: o que fazer agora?
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O score de crédito é uma pontuação que vai de 0 a 1.000 e indica, para bancos e instituições financeiras, a probabilidade de um consumidor pagar suas contas em dia. Ele é calculado com base em histórico de pagamentos, relacionamento com o mercado de crédito, tempo de cadastro e comportamento financeiro recente. Segundo orientações oficiais da Serasa, os hábitos abaixo têm impacto direto na pontuação:


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- Mantenha o cadastro atualizado no Serasa. Dados desatualizados — como endereço ou telefone antigo — podem prejudicar a avaliação. O cadastro é gratuito e pode ser feito pelo site da Serasa.
- Pague contas no vencimento, mesmo as pequenas. Contas de água, luz, telefone e internet entram no histórico. Um pagamento em dia conta positivamente; um atraso, negativamente.
- Quite as dívidas em aberto. Dívidas negativadas derrubam o score de forma significativa. Mesmo após a quitação, o score tende a subir progressivamente nos meses seguintes.
- Evite solicitar crédito em excesso em pouco tempo. Cada consulta ao CPF por parte de uma instituição financeira gera um registro. Muitas consultas em curto intervalo sinalizam risco e podem reduzir a pontuação.
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