OUÇA: diálogo entre líder do CV e PTK expõe plano político em Alagoas
Conversa obtida pela PC aponta que organização criminosa buscava ampliar influência por meio de representante

Jonathas Maresia
03/06/2026 às 12:50 • Atualizada em 03/06/2026 às 17:04 - há XX semanas
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Uma conversa interceptada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL) durante as investigações da Operação Morro do Alemão revelou um suposto plano do Comando Vermelho para ampliar sua influência política no Estado. O diálogo ocorreu entre Nem Catenga, apontado como uma das principais lideranças da facção em Alagoas, e o influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Patrick Almeida, conhecido como PTK, preso nesta quarta-feira (3) durante a operação.
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Nas mensagens analisadas pelos investigadores, Nem Catenga afirma que a organização precisava fortalecer sua representação política e passar a contar com pessoas ligadas ao grupo ocupando espaços de poder. Em um dos trechos considerados mais relevantes da investigação, o líder da facção declara que o Comando Vermelho necessitava de um “representante nosso” para garantir a continuidade dos interesses da organização.
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“Nós vai ter que ter um representante nosso aí, para dar continuidade e continuar sendo nossa voz ativa, independentemente de A e de B”, afirma Nem Catenga em uma das mensagens atribuídas a ele pela Polícia Civil. O criminoso também diz que o grupo buscava uma “voz ativa maior” e que já articulava apoio dentro das comunidades onde exerce influência.
A resposta de PTK também passou a integrar o inquérito. No diálogo, o influenciador afirma que estaria disposto a conversar sobre o assunto após compromissos pessoais e sinaliza alinhamento com o grupo. “Pode ficar tranquilo. Se eu tiver que apoiar, é vocês. Minha intenção é essa. Eu vou estar pela favela”, respondeu, segundo a transcrição obtida pelos investigadores.


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De acordo com a Polícia Civil, a conversa reforça a tese de que a facção criminosa buscava não apenas ampliar seu domínio territorial, mas também construir influência política por meio de pessoas com visibilidade pública e inserção em comunidades. A investigação aponta ainda que, após o diálogo, PTK viajou ao Rio de Janeiro e se encontrou pessoalmente com Nem Catenga, encontro que teria sido documentado por meio de registros publicados nas redes sociais.
A Operação Morro do Alemão foi deflagrada para desarticular a estrutura do Comando Vermelho em Alagoas e resultou no cumprimento de mandados contra integrantes apontados como membros da organização.