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Influenciador, empresário e pré-candidato: quem é PTK, alvo de operação em AL

Patrick Almeida foi preso em ação que investiga suposta atuação do Comando Vermelho no Estado


				Influenciador, empresário e pré-candidato: quem é PTK, alvo de operação em AL
Influenciador, empresário e pré-candidato: quem é PTK, alvo de operação em AL. Arquivo/redes sociais

O influenciador digital Patrick Almeida, mais conhecido como PTK, está entre os presos da Operação Morro do Alemão, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (3), pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL). A ação tem como alvo integrantes do Comando Vermelho (CV) que atuariam em Alagoas e no Rio de Janeiro.

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Natural de Alagoas, PTK ganhou notoriedade nas redes sociais ao se apresentar como "o cara das comunidades" e defensor dos motoboys. Em seu perfil no Instagram, onde acumula quase 200 mil seguidores, ele utiliza o slogan "respeita os motoboy" e compartilha conteúdos voltados principalmente para moradores das comunidades e trabalhadores do setor de entregas.

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Além da atuação como influenciador digital, Patrick Almeida é empresário e mantém forte presença no cenário político local. Em 2024, ele chegou a se apresentar como pré-candidato a vereador por Maceió pelo partido Solidariedade. No entanto, sua candidatura não foi oficializada após ser barrado pela legenda.

Posteriormente, PTK se filiou ao MDB e passou a divulgar nas redes sociais sua pretensão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, apresentando-se como pré-candidato a deputado federal.

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Segundo as investigações conduzidas pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), Patrick Almeida teria sido escolhido pelo líder do Comando Vermelho em Alagoas, conhecido como "Nem Catenga", para disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Maceió durante as eleições de 2024. De acordo com a apuração policial, ele seria o representante político da facção criminosa na capital alagoana.

A Operação Morro do Alemão foi deflagrada para cumprir 51 mandados judiciais, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão, além de medidas cautelares. Os alvos são investigados por suposta participação em uma estrutura criminosa com atuação em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.

Até a última atualização divulgada pelas autoridades, nove pessoas haviam sido presas durante a operação. As investigações foram realizadas pela DRACCO em conjunto com o Batalhão de ROTAM e contaram com apoio da Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP.

Segundo a polícia, o grupo investigado buscava ampliar a influência e a atuação do Comando Vermelho em Alagoas. Os mandados judiciais foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital com base em provas técnicas reunidas ao longo da investigação.

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