Falsos policiais invadem casa e matam pedreiro no Sertão; esposa também foi baleada
Criminosos arrombaram a residência no Povoado Areia Branca, durante a madrugada desta quarta

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) já instaurou um inquérito para investigar o homicídio do pedreiro José Ilson da Silva, de 30 anos, assassinado de forma violenta dentro de sua casa. O crime aconteceu durante a madrugada desta quarta-feira (3), no Povoado Areia Branca, localizado na zona rural do município de Santana do Ipanema, no Sertão alagoano. A esposa da vítima também foi atingida pelos disparos, mas conseguiu sobreviver.
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De acordo com o relato da esposa às autoridades, o casal estava dormindo quando os criminosos chegaram à frente da residência batendo na porta e gritando "é a polícia, é a polícia". Desconfiados, os moradores não abriram. Diante da recusa, os indivíduos arrombaram a porta de entrada, invadiram o imóvel e foram direto para o quarto onde o casal se encontrava. No local, os atiradores abriram fogo diversas vezes contra as duas vítimas. Mesmo ferida, a mulher conseguiu escapar da residência e correu para pedir ajuda aos vizinhos da região.
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A testemunha explicou à polícia que não foi possível identificar os autores do crime devido a uma tática usada pelos criminosos: enquanto um efetuava os disparos de arma de fogo, o outro apontava uma lanterna potente diretamente contra os olhos do casal para ofuscar a visão das vítimas e impedir o reconhecimento. José Ilson ainda tentou buscar ajuda após o atentado, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no local.
O corpo do pedreiro foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, onde passou por necropsia e já foi liberado para o sepultamento. Segundo a esposa de José Ilson, ele trabalhava como pedreiro e não tinha envolvimento com atividades ilícitas. Ela desconhece qualquer tipo de desavença ou ameaça contra o marido na comunidade.


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A delegacia local segue apurando a motivação do crime e busca pistas que levem à identidade dos atiradores. As autoridades reforçam que a população pode colaborar de forma anônima e segura com as investigações enviando informações através do Disque Denúncia (181), cuja ligação é gratuita e o sigilo é totalmente garantido.
