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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem Renan Filho e JHC preferiam não se enfrentar. Agora não tem mais volta

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Renan Filho e JHC preferiam não se enfrentar. Agora não tem mais volta


				Renan Filho e JHC preferiam não se enfrentar. Agora não tem mais volta

A verdade é que JHC (PSDB) trabalhou durante muito tempo com a expectativa — ou o desejo — de que Renan Filho (MDB) não disputaria o governo de Alagoas em 2026.

No entorno do ex-prefeito de Maceió, a leitura era de que a prioridade do grupo dos Renans seria outra: garantir a reeleição do senador Renan Calheiros. E, nesse cenário, Renan Filho poderia permanecer em Brasília, preservando espaço nacional e evitando uma disputa direta no Estado.

Do outro lado, o sentoimento era parecido - senão igual. Renan Filho trabalhava com a avaliação de que JHC ficaria na prefeitura e não seria candidato. E se fosse, acabaria escolhendo o Senado. A lógica parecia simples: a cadeira hoje é ocupada por sua mãe, Eudócia Caldas (PSDB), e o caminho parecia menos arriscado politicamente.

Aliás, o próprio JHC chegou a dizer a interlocutores poderosos em Brasília que disputaria o Senado. Talvez tenha sido uma estratégia para neutralizar qualquer ação ou retaliação, Se foi isso ou não, ganhou o tempo que precisava.

No fundo, os dois grupos alimentavam a mesma expectativa: evitar o confronto direto. E isso faz sentido político.

JHC e Renan Filho são hoje os dois nomes mais fortes da nova geração da política alagoana. Cada um construiu bases diferentes, estilos diferentes e projetos diferentes de poder.

E ambos sabem o tamanho da disputa que um enfrentamento direto representa. Tanto que os dois conversaram muito sobre as eleições em Alagoas. Renan Filho e JHC tiveram várias reuniões em 2025 e ainda este ano, enquanto o senador estava no Ministério dos Transportes eles tiveram vários encontros

Mas esse cenário ficou para trás.

Com a pré-campanha nas ruas, caravanas pelo interior, articulações em Brasília e montagem das chapas, o confronto se tornou inevitável. E será uma disputa dura.

No cenário de hoje — e isso é importante registrar: no cenário de hoje — a eleição tende a ser extremamente equilibrada.


Para JHC, a disputa tem peso ainda maior. Ao deixar a Prefeitura de Maceió, ele parte para o tudo ou nada. Se vencer, consolida a passagem de liderança municipal para liderança estadual. Se perder, ficará sem mandato e poderá enfrentar dificuldade para manter o mesmo tamanho político que construiu nos últimos anos.

A situação de Renan Filho é diferente. Mesmo disputando o governo, ele ainda tem quatro anos de mandato no Senado. Em caso de derrota, terá tempo para reorganizar sua carreira.

Mas perder não faz parte do plano.

Renan Filho não esconde de aliados que vê um eventual novo mandato no governo de Alagoas como etapa importante de um projeto político maior, com perspectiva nacional mais à frente.

Por isso, o que começa a se desenhar em Alagoas talvez seja mais do que uma eleição estadual.

É o confronto entre dois projetos de poder que, até pouco tempo atrás, ainda tentavam evitar uma disputa direta. Tentavam. Agora, eles estão com "sangue nos olhos" e prontos para o embate. Mas essa é outra história.