Deolane terá de remover mega hair na prisão por “risco de fuga”
Retirada de mega hair foi solicitada por questões de segurança. Deolane Bezerra está presa em penitenciária no interior de SP

A influencer e advogada Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21/5), por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), terá de remover o mega hair, seguindo normas da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, para onde foi transferida na sexta-feira (22/5).
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A retirada é solicitada por risco de fuga. Dependendo do comprimento do alongamento capilar, ele pode ser usado por outra detenta para escapar no lugar de uma visitante. Ou, ainda, pode facilitar uma fuga ao ser amarrado outros objetos, como lençóis.
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Um policial penal confirmou ao Metrópoles que Deolane, ao chegar na penitenciária no interior de São Paulo, foi submetida ao procedimento padrão de revista íntima, que é feito com a suspeita nua. Segundo relato, Deolane já tinha ciência dos procedimentos, não ofereceu resistência e colaborou normalmente com a equipe durante todo o processo.
A influencer está em um pavilhão especial. O espaço fica no antigo seguro (ala de proteção) da unidade. De um lado, fica o pavilhão disciplinar, do outro, o pavilhão especial do Estado Maior – instalação à qual ela tem direito por ser advogada, conforme determina o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), até que uma potencial condenação transite em julgado, ou seja, não haja mais possibilidade de recursos. Na ausência de cela do tipo, a advogada deve ser encaminhado para prisão domiciliar.


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Deolane está em uma cela individual de 9 m² em um pavilhão especial (antigo seguro) da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, com 10 celas no total. O tratamento e os kits de entrada são exatamente os mesmos aplicados a todas as demais detentas da unidade, sem qualquer privilégio. O espaço é considerado adequado pela administração, e a detenta vem cumprindo as determinações disciplinares sem incidentes.
Denúncia de regalias
Antes de chegar a Tupi Paulista, Deolane passou uma noite na Penitenciária Feminina de Santana, zona norte de São Paulo. Supostas regalias no local foram denunciadas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Classificada como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e investigada por um esquema de lavagem de dinheiro, ela ficou ficou presa por aproximadamente 15 horas no local, nessa quinta (21/5).
O Sindicato afirma que dois integrantes da chefia da Penitenciária Feminina de Santana foram pessoalmente recepcionar a influenciadora. A prática, segundo o sindicato, não é comum, já que há um setor de inclusão responsável por atender os presos que chegam às penitenciárias. Uma fonte disse ao Metrópoles que a recepção da influenciadora teria sido feita por um dos diretores de disciplina da unidade e pelo chefe de divisão substituto.
Deolane teria se beneficiado de chuveiro elétrico privativo e também uma cama diferenciada das demais detentas. Segundo o relatório do sindicato, houve inclusive restrição de acesso a policiais penais. “Impedimento de ingresso de servidores da unidade no referido espaço, comprometendo a fiscalização e a segurança institucional”, indicou o relatório.
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