Moradores voltam a cobrar BRK por abastecimento de água no Jacintinho
Eles chamam torneira comunitária de “torneira do milagre” em meio à falta de água

Mariane Rodrigues
22/05/2026 às 19:17 • Atualizada em 22/05/2026 às 19:48 - há XX semanas
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Moradores do bairro Jacintinho, em Maceió, realizaram nesta sexta-feira (22) uma manifestação para cobrar a regularização do abastecimento de água na região. Eles denunciam que estão há mais de 10 dias sem água nas torneiras.
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Os moradores afirmam que a situação permanece crítica mesmo após promessas de normalização feitas pela concessionária responsável pelo abastecimento, a BRK. Segundo relatos, equipes estiveram no local na manhã desta sexta, mas o problema não foi resolvido.
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“A BRK deu ontem a resposta dizendo que a água chegaria às 8h30 da noite e nada de chegar. Hoje de manhã eles vieram, olharam e disseram que estava tudo normal, mas não está tudo normal”, afirmou uma moradora durante o protesto.
Com baldes vazios e cartazes, os manifestantes reclamaram que continuam recebendo contas com valores elevados mesmo sem acesso regular à água. Em meio à crise, uma única torneira comunitária passou a ser chamada pelos moradores de “torneira do milagre”, por ainda fornecer água para parte da população.


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Na noite da quinta-feira (21), moradores já haviam interditado um trecho da Ladeira do Óleo utilizando galhos e colchões queimados. A Polícia Militar de Alagoas foi acionada para acompanhar a manifestação e controlar o trânsito na região.
Entre os relatos mais dramáticos está o da moradora Maria de Fátima, mãe de um jovem de 22 anos acamado. Ela afirma que a falta de água tem dificultado até mesmo os cuidados básicos de higiene do filho.
“Sem água, não consigo fazer a higienização adequada dele”, disse.
Os moradores afirmam que idosos e crianças estão entre os mais prejudicados pela interrupção no abastecimento. Eles também alertaram que um novo protesto já está marcado para a próxima segunda-feira caso o fornecimento não seja restabelecido.
“Só vamos liberar quando a água chegar”, disseram os manifestantes.