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Após filme sobre Bolsonaro, Jim Caviezel volta a viver Jesus nos cinemas

Ator que interpretou Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse voltará ao papel de Jesus Cristo em novo filme de Mel Gibson


				Após filme sobre Bolsonaro, Jim Caviezel volta a viver Jesus nos cinemas
Após filme sobre Bolsonaro, Jim Caviezel volta a viver Jesus nos cinemas. Hugo Barreto/Metrópoles e @therealjimcaviezel/Instagram/Reprodução

Depois de interpretar Jair Bolsonaro na polêmica cinebiografia sobre o ex-presidente, Jim Caviezel voltará ao papel de Jesus Cristo nos cinemas. O ator está confirmado nas continuações de A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson.

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Segundo informações divulgadas pela revista Variety, o diretor descreve a nova história como “uma viagem de ácido”. A sequência, dividida em duas partes, irá retratar a ressurreição de Jesus de Nazaré e os dias do profeta ao lado de Maria Madalena (Monica Bellucci) após a Cruxificação.

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“Sou profundamente grato ao meu elenco e equipe incrivelmente talentosos por dedicarem seus corações a esta produção. Juntos, criamos algo poderoso”, diz Mel Gibson. “Para mim, é muito mais do que um filme. É uma missão que carrego há mais de 20 anos.”

Ao contrário de Dark Horse, que ainda não tem uma distribuidora segundo o Deadline, A Ressurreição de Cristo será distribuído pela Lionsgate nos Estados Unidos e já tem parcerias para lançamentos em vários países do mundo.

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Jim Caviezel: ator de Jesus e Bolsonaro foi cancelado em Hollywood.

Antes de ser escolhido para interpretar Jair Bolsonaro na cinebiografia que vai retratar a 1ª campanha presidencial do ex-presidente, Jim Caviezel acumulou papéis memoráveis, e polêmicas, em Hollywood.

O ator alcançou o estrelato ao interpretar o papel principal em O Conde de Monte Cristo (2002). O destaque chamou a atenção do diretor Mel Gibson, que o convidou para interpretar Jesus em A Paixão de Cristo (2004), que por anos, foi o filme +18 com maior bilheteria nos Estados Unidos.

O papel, no entanto, veio acompanhado de uma previsão trágica do diretor a Jim Caviezel. “Você nunca mais trabalhará nessa cidade”, teria dito o cineasta em conversa relatada pelo jornal The Guardian. A suposta previsão ganhou força nos anos seguintes.

A Paixão de Cristo foi marcado por polêmicas desde as gravações até a recepção da crítica. O ator alega ter deslocado o ombro, ter sido atingido por um raio e chicoteado acidentalmente nas costas durante a produção do longa.

Além disso, o longa enfrentou acusações de antissemitismo por parte de críticos e representantes de comunidades judaicas. “O filme antissemita mais virulentamente feito desde os filmes alemães de propaganda da Segunda Guerra Mundial”, avaliou o New York Daily News à época.

Após o sucesso, Caviezel perdeu espaço e passou a atuar em produções menores. Neste meio tempo, o ator causou alvoroço após compartilhar uma série de declarações contra a vacinação e a favor de teorias conspiratórias ligadas à extrema direita.

Conheça o elenco de Dark Horse

Além de Jim Caviezel, uma série de outros artistas internacionais foram escalados para interpretar a família Bolsonaro em Dark Horse. Os atores escalados para viver os filhos do ex-presidente são: o mexicano Marcus Ornellas, como Flávio; o brasileiro Sérgio Barreto, que dará vida a Carlos; e o norte-americano Eddie Finlay, que interpretará Eduardo.

Já Michelle Bolsonaro será interpretada pela norte-americana Camille Guaty. Compare o elenco aos membros da família Bolsonaro:

Segundo o primeiro trailer oficial de Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme se propõe a fazer um retrato hollywoodiano da campanha presidencial do então candidato em 2018.

O trailer começa com uma série de cenas demonstrando a relação de Bolsonaro com a imprensa brasileira. O material de divulgação, destinado ao público estrangeiro, apresenta o político sendo perseguido por repórteres, que o descrevem com termos como “racista”, “populista perigoso” e “ditador”.

Flávio negociou investimento em filme sobre Bolsonaro

Trocas de áudios divulgadas pelo Intercept mostram que Flávio Bolsonaro teria negociado repasses à produção cinematográfica com Daniel Vorcaro. O filho do ex-presidente demonstrou preocupação com o andamento da produção e os atrasos nos pagamentos.

Em um dos momentos mais emblemáticos da conversa, o senador se preocupa com que a família fique com a imagem “queimada” com o protagonista e o diretor do longa.

“Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel [que será Jair Bolsonaro no filme], em um Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… Os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz ele.

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