FENAJ e Sindjornal repudiam episódios de misoginia durante CSE x CSA, em Palmeira
As duas entidades emitiram uma nota oficial lamentando os atos contra jornlalista e árbitras assistentes

Um dia após os episódios de misoginia registrados durante a partida entre CSE e CSA, no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, nesse domingo (17), a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) manifestaram repúdio aos acontecimentos negativos pelos quais foram vítimas a jornalista Nathália Máximo, da TV Gazeta e do Portal Metrópoles, que fazia a cobertura do jogo, e as árbitras assistentes Maria de Fátima Mendonça e Fernanda Félix, ambas do quadro CBF/AL.
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Todas elas foram alvo de ofensas machistas vindas de um grupo de torcedores do Tricolor de Palmeira dos Índios, clube que foi derrotado, de goleada, pelo CSA, por 5 a 1.
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Na nota a Fenaj e o Sindjornal afirmam que manifestam seu "mais veemente repúdio aos atos de misoginia e violência verbal sofridos pela jornalista Nathalia Máximo e pelas árbitras da partida realizada neste domingo, durante o jogo CSE X CSA, em Palmeira dos Índios".
"Elas foram hostilizadas e desrespeitadas no exercício profissional por um grupo de torcedores, que proferiram ofensas machistas e discriminatórias como “futebol não é lugar pra mulher”, “vai pra cozinha” e “vai lavar roupa”. Tais agressões, além de inaceitáveis, revelam uma cultura de intolerância e violência de gênero que precisa ser combatida dentro do futebol e em toda a sociedade".


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Nathalia Máximo relatou o ocorrido, ao vivo, e também postou em suas redes sociais, demonstrando coragem e compromisso com a informação, enquanto a Polícia Militar precisou ser acionada para conter a situação. "Toda solidariedade à profissional e às árbitras que, no exercício de suas funções, foram vítimas de ataques que atentam contra a dignidade das mulheres", disse a entidade, na nota.

A Federação Alagoana de Futebol (FAF) também já havia emitido mais cedo uma nota de repúdio em relação ao caso. "É inadmissível qualquer tipo de ofensa ou discriminação contra mulheres no ambiente esportivo. O futebol deve ser um espaço de respeito e profissionalismo, sem qualquer tolerância para atitudes que atentem contra a dignidade das profissionais que atuam no esporte", disse a FAF, na nota.
A entidade também afirmou que "está cobrando a devida apuração dos fatos e a identificação dos envolvidos, reforçando seu compromisso no combate ao machismo, à misoginia e a toda forma de preconceito no futebol".
Confira na íntegra a nota de repúdio da Fenaj e do Sindjornal:
A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas manifestam seu mais veemente repúdio aos atos de misoginia e violência verbal sofridos pela jornalista Nathalia Máximo e pelas árbitras da partida realizada neste domingo, durante o jogo CSE X CSA, em Palmeira dos Índios.
Elas foram hostilizadas e desrespeitadas no exercício profissional por um grupo de torcedores, que proferiram ofensas machistas e discriminatórias como “futebol não é lugar pra mulher”, “vai pra cozinha” e “vai lavar roupa”. Tais agressões, além de inaceitáveis, revelam uma cultura de intolerância e violência de gênero que precisa ser combatida dentro do futebol e em toda a sociedade.
A jornalista Nathalia Máximo relatou o ocorrido ao vivo, demonstrando coragem e compromisso com a informação, enquanto a Polícia Militar precisou ser acionada para conter a situação. Toda solidariedade à profissional e às árbitras que, no exercício de suas funções, foram vítimas de ataques que atentam contra a dignidade das mulheres.
Ao lado da Comissão Nacional das Mulheres da Fenaj, o Sindjornal reafirma que o esporte, o jornalismo e todos os espaços da sociedade devem ser ambientes de respeito, igualdade e inclusão. Nenhuma mulher deve ser constrangida, intimidada ou desrespeitada por exercer sua profissão ou ocupar espaços historicamente marcados pelo machismo.
Também cobramos das autoridades competentes, das entidades esportivas e dos clubes envolvidos a devida apuração dos fatos e a adoção de medidas educativas e punitivas para que situações como essa não se repitam.
A luta contra a misoginia, o preconceito e qualquer forma de violência é responsabilidade coletiva. O silêncio diante dessas práticas apenas fortalece a intolerância. Toda solidariedade à jornalista Nathalia Máximo, às árbitras da partida e a todas as mulheres que diariamente enfrentam o machismo em seus ambientes de trabalho e na sociedade.
Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicato dos Jornalistas de Alagoas

Confira a nota de repúdio emitida pela FAF:
A Federação Alagoana de Futebol (FAF) repudia de forma veemente as falas machistas e misóginas direcionadas às árbitras assistentes Maria de Fátima Mendonça e Fernanda Félix, do quadro CBF/AL, além da repórter Nathália Máximo, durante a partida entre CSE x CSA, em Palmeira dos Índios, válida pelo Campeonato Brasileiro Série D.
É inadmissível qualquer tipo de ofensa ou discriminação contra mulheres no ambiente esportivo. O futebol deve ser um espaço de respeito e profissionalismo, sem qualquer tolerância para atitudes que atentem contra a dignidade das profissionais que atuam no esporte.
A FAF está cobrando a devida apuração dos fatos e a identificação dos envolvidos, reforçando seu compromisso no combate ao machismo, à misoginia e a toda forma de preconceito no futebol.
