Morte de quase 90 equinos em haras de Atalaia entra em nova fase de investigação
Polícia Científica coletou amostras de ração apreendida para perícia após suspeita de contaminação

A Polícia Científica de Alagoas confirmou, nesta sexta-feira (15), que coletou para perícia amostras de ração animal apreendidas em um haras no município de Atalaia. O trabalho foi conduzido pelo Instituto de Criminalística (IC) de Maceió e faz parte da investigação sobre o adoecimento e a morte de equinos após o consumo de um alimento fabricado de forma comercial.
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O caso ocorreu no ano passado e resultou na morte de aproximadamente 90 animais com evolução clínica aguda. Na época, vistorias sanitárias apontaram associação direta entre o consumo do produto e os quadros clínicos e anatomopatológicos observados nos animais.
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Segundo informações divulgadas pela Polícia Científica, análises anteriores realizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) identificaram a presença de monocrotalina, substância do grupo dos alcaloides pirrolizidínicos.
De acordo com a perita criminal Jana Kelly, médica-veterinária responsável pela coordenação da perícia, o objetivo da análise é verificar a existência de contaminantes capazes de comprometer a saúde animal.


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“O exame laboratorial buscará detectar a presença de substâncias tóxicas, além de avaliar a composição e a integridade do produto armazenado”, explicou a perita.
Ela também informou que a coleta das amostras seguiu protocolos de cadeia de custódia, garantindo a identificação e o acondicionamento adequado do material encaminhado ao Laboratório de Química.
A chefia do Laboratório Forense destacou que a conclusão dos trabalhos depende da chegada de reagentes importados, já que se trata de uma demanda considerada atípica em Alagoas e também no restante do país.
Além de Jana Kelly, participaram da perícia os peritos criminais Marcelo Velez, Amanda Lemes e Vinicius Rabelo, com apoio do auxiliar de perícia André Lira.
As perícias foram solicitadas após a instauração de um inquérito fundamentado na Nota Técnica nº 19/2025, expedida pelo MAPA. As mortes dos animais causaram prejuízo milionário aos proprietários e, além da esfera administrativa, a empresa responsável pelo alimento poderá responder criminalmente.
*Com assessoria
