Soraya Thronicke chama Frei Gilson de “falso profeta e misógino”
Frei citou a Bíblia, afirmou que a mulher nasceu para auxiliar o homem e que a guerra dos sexos é "ideologia pura"

Um vídeo voltou a circular nas redes sociais. E com ele, surgiu uma nova polêmica.
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No trecho que ganhou repercussão, Frei Gilson afirma que a mulher nasceu para auxiliar o homem, baseando sua fala no texto bíblico de Gênesis 2:18.
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"Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe seja adequada. Aqui você já começa a entender qual é a missão de uma mulher".
Em sua fala ele afirma que homem e mulher têm "igualdade profunda", mas "não a mesma missão e o mesmo papel", e critica o que chama de "ideologia do empoderamento".


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O vídeo gerou a reação de Soraya Thronicke
A declaração de dois anos atrás gerou a reação da senadora Soraya Thronicke. Nas redes sociais, ela chamou o frei de "falso profeta" e "misógino" e afirmou que, apesar de ter nascido em berço católico, "esse frei não a representa".
Padre Redpill ensinando mulher a ser nada além de linha auxiliar do homem. Os padres e pastores redpill costumam escolher apenas os trechos da Bíblia que, a depender da interpretação, justifica discursos de ódi0 e privilegiam os homens. O tipo de sermão que estimula feminicídi0.… pic.twitter.com/UQJ54Ej99Z
— GugaNoblat (@GugaNoblat) April 21, 2026
Foi além e pediu que a Igreja Católica tome "severas providências" contra o religioso.
Soraya foi relatora do projeto de lei sobre misoginia.
Soraya foi relatora, no Senado, do projeto aprovado em março que classifica a misoginia como crime de preconceito e discriminação.
O texto define misoginia como conduta que expressa ódio, aversão ou desprezo contra mulheres, fundamentada na crença de supremacia masculina.
Apesar de a senadora ter declarado que "não se pune opinião, mas conduta" diante de críticas sobre possível censura, o caso pode gerar desconfiança de setores religiosos.
O temor é que interpretações bíblicas passem a ser tratadas como preconceito por contrariarem o posicionamentos ideológicos
Diante do ocorrido, uma pergunta pode ser levantada: até onde vai a liberdade religiosa em um culto ou sermão e quando isso vira crime?
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