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Imagem ilustrativa da imagem CRB: A resposta ao senso comum apareceu, a vitória não

BLOG DO
Blog do Marlon

CRB: A resposta ao senso comum apareceu, a vitória não


				CRB: A resposta ao senso comum apareceu, a vitória não
Felipe e Eduardo Barroca .. — Divulgação/CRB

Na derrota por 2 a 1 para o Fortaleza, no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, o CRB deixou mais respostas do que o placar sugere. Mailton e Miritello marcaram para o Leão, Mikael fez o gol regatiano.

O primeiro tempo mostrou um CRB diferente do retrato pregado pelo senso comum. Barroca desmontou a tese de que só sabe montar o time no 4-3-3 e levou a campo uma estrutura em 5-3-2, com três zagueiros e Wallace por dentro. Do outro lado, o Fortaleza também tinha linha de cinco, mas no 5-2-3. E foi justamente nessa diferença que o CRB encontrou encaixes importantes.

Dadá não ficou aberto, espetado na linha lateral. Veio mais por dentro, congestionando o corredor central, enquanto os duelos pelos lados, Hereda x Maurício e Lovat x Mailton, foram bem controlados defensivamente. O CRB travou o rival, competiu, encaixou o plano e ainda saiu na frente em boa jogada construída por Danielzinho, Mikael e Lovat, com Mikael testando para fazer 1 a 0.

Até ali, havia uma evidência clara, Barroca reinventou o sistema e construiu uma alternativa competitiva.


				CRB: A resposta ao senso comum apareceu, a vitória não
Mailton na comemoração.. Crédito: Fernanda Barros

Só que futebol pune detalhe. Pedro Castro chegou atrasado em Luiz Fernando, fez a falta, e Mailton cobrou com categoria para empatar no último minuto do primeiro tempo. Não foi só o 1 a 1. Foi o respiro emocional que o Fortaleza precisava. A torcida, que já cobrava o time, arrefeceu. Com a igualdade, o Leão ganhou calma para voltar melhor ao jogo.

No intervalo, Thiago Carpini leu o cenário. Tirou o discreto Lucas Emanuel, colocou Miritello e mexeu no desenho por dentro. Baixou Pochettino, espelhou o setor central e passou a ter igualdade numérica por ali. Fez 3 contra 3 no miolo, tirou conforto do CRB e mudou a partida.

Antes do gol da virada, o CRB ainda construiu uma jogada bonita, de pé em pé, até Dadá carimbar o travessão. Era o lance do jogo. Não entrou. Na sequência, Pochettino veio de frente, passou por Pedro Castro sem ser contido e, já na área, Miritello apareceu entre Henri e Bressan. Os dois olharam a bola e perderam o atacante de vista. O argentino atacou o espaço, pegou de primeira, a bola bateu no travessão e entrou. No lance decisivo, ele fez o que o CRB não conseguiu fazer no seu melhor momento, transformar chance grande em gol.

Depois disso, ainda houve oportunidade com Baggio, o Fortaleza respondeu com Prior, parado por Albino, mas o enredo já estava redesenhado.

O jogo também desmonta algumas narrativas apressadas. Não se viu um time querendo derrubar treinador. Não se viu um elenco entregue. Não se viu um CRB sem capacidade de competir. O que se viu foi um time organizado, aplicado e superior em boa parte do primeiro tempo, mas incapaz de sustentar a vantagem e de sobreviver aos ajustes do adversário.


				CRB: A resposta ao senso comum apareceu, a vitória não
Mikael fez o gol do CRB. — Foto: Francisco Cedrim/CRB

Essa é a parte dura do futebol. Às vezes, o plano funciona. O problema é fazê-lo durar 90 minutos.

A volta, no Rei Pelé, segue aberta. É resultado reversível. Mas a noite no Castelão deixou um aviso claro, competitividade sem sustentação ainda é pouco para quem já chega a 10 jogos sem vencer.

Craque do jogo: Mailton.