Homicidas que se passavam por falsos policiais para matar vítimas morrem em confronto com a PC
Operação mira grupo ligado ao Comando Vermelho suspeito de invadir casas e executar alvos em Branquinha

GREYCE BERNARDINO*
23/04/2026 às 8:01 • Atualizada em 23/04/2026 às 8:40 - há XX semanas
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Dois suspeitos de integrar um grupo criminoso que se passava por policiais para executar vítimas morreram durante confronto com equipes da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), na manhã desta quinta-feira (23), no município de Branquinha, Zona da Mata do Estado. A ação fez parte da Operação Ruptura, que tem como objetivo desarticular uma organização ligada ao Comando Vermelho e investigada por uma série de homicídios.
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A operação, que contou com o apoio do Departamento Estadual de Aviação (DEA), foi coordenada pelo delegado Humberto Cassiano, titular da Delegacia de Homicídios da 11ª Região. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 10 de busca e apreensão. Durante a ofensiva, um terceiro suspeito foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ao todo, 4 armas foram apreendidas na força-tarefa.
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Segundo a Polícia Civil, os dois indivíduos que morreram reagiram à abordagem das equipes durante o cumprimento das ordens judiciais. Houve revide à agressão e ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram após darem entrada no Hospital Regional da Mata.

As investigações apontam que o grupo é responsável por, pelo menos, três homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio. O que mais chamou a atenção dos investigadores foi o modo de atuação dos criminosos: eles invadiam residências se identificando falsamente como policiais para surpreender as vítimas e facilitar as execuções.


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De acordo com a polícia, os crimes estariam ligados à disputa pelo tráfico de drogas na região. A estratégia de se passar por agentes de segurança pública era usada para ganhar acesso às casas sem levantar suspeitas, aumentando a eficácia das ações criminosas.
A Operação Ruptura foi coordenada pela Delegacia de Homicídios de União dos Palmares e contou com o apoio de diversas unidades da Polícia Civil, além de equipes do 2º Batalhão da Polícia Militar. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a atuação do grupo.
*Com assessoria