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O “bumbum da menopausa”: o que muda no corpo e o que não é culpa sua

“Na menopausa, o corpo muda e isso não é falha pessoal. Informação reduz culpa e evita escolhas precipitadas”, afirma o médico Chris Lima


				O “bumbum da menopausa”: o que muda no corpo e o que não é culpa sua

A celulite pode até parecer a mesma, mas o corpo não responde da mesma forma ao longo dos anos e isso muda completamente a forma como ela aparece. Para muitas mulheres, essa fase vem acompanhada de uma sensação clara de que o corpo deixou de reagir como antes, mesmo mantendo os mesmos hábitos. Da adolescência à menopausa, as variações hormonais influenciam diretamente o surgimento, a intensidade e até o lugar onde os “furinhos” ficam mais visíveis, o que muitas vezes é confundido com falta de cuidado.

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O chamado “bumbum da menopausa” é um termo que passou a circular para descrever mudanças específicas na região dos glúteos nessa fase, como perda de volume, diminuição da firmeza e alteração no contorno. Com a queda do estrogênio, o corpo passa a redistribuir gordura e reduzir a produção de colágeno, o que impacta diretamente a sustentação da pele e pode deixar a região com aspecto mais flácido e menos definido. É nesse momento que muitas mulheres percebem que o corpo muda mesmo sem grandes alterações na rotina.

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Segundo o médico Chris Lima (CRM/PB: 15387), que atua com foco em harmonização glútea, essas alterações têm base fisiológica e fazem parte do envelhecimento natural, o que explica o aumento da procura por procedimentos nessa região durante a menopausa. “Com a queda do estrogênio, o corpo perde colágeno, a pele fica menos firme e a distribuição de gordura muda. Isso impacta diretamente regiões como o glúteo, que perde sustentação e volume”, explica.

Na adolescência, a celulite costuma surgir pela primeira vez, acompanhando as transformações hormonais e a formação do corpo feminino. É quando a gordura começa a se concentrar mais em regiões como coxas e glúteos, e a pele passa a mostrar as primeiras irregularidades. “É o início de um processo natural. Mesmo sendo mais leve, já indica como esse padrão pode evoluir ao longo dos anos”, explica o médico.

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Na fase adulta, ela costuma ficar mais perceptível e até mudar ao longo do mês. Alterações hormonais, retenção de líquido, uso de anticoncepcionais e até a rotina influenciam diretamente na aparência da pele. “O corpo responde de forma mais sensível a essas variações, por isso a celulite pode parecer mais intensa em alguns momentos e mais leve em outros”, afirma.

Durante a gravidez e no pós-parto, a celulite tende a se intensificar por causa da retenção de líquido, das mudanças na circulação e das transformações hormonais. Já na menopausa, o cenário muda de novo: a queda do estrogênio interfere na firmeza da pele e na distribuição da gordura, o que pode deixar os “furinhos” mais evidentes e persistentes. Ao longo da vida, o corpo muda, e a celulite acompanha esse processo.

Para o médico, entender essas variações é essencial para mudar a forma como o tema é encarado. “Na menopausa, o corpo muda e isso não é falha pessoal. Quando a mulher entende o que está acontecendo, ela para de se culpar e passa a tomar decisões mais conscientes”, afirma. “Não é sobre perder o controle do corpo, é sobre entender que ele está passando por uma nova fase”, conclui.

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