Projeto prevê sururu na merenda de escolas em Maceió; entenda!
Iniciativa busca valorizar a cultura local, além de garantir uma alimentação escolar mais nutritiva e regional para os alunos

Na manhã desta segunda-feira (13), o Ministério Público do Estado de Alagoas e o Ministério Público Federal realizaram uma reunião para discutir a inclusão do sururu e da produção de marisqueiras na alimentação escolar da rede municipal de Maceió. O encontro reuniu representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed), da Associação das Marisqueiras e Pescadores do Benedito Bentes e da Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras (Coopmaris).
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A iniciativa tem como objetivo viabilizar a compra direta do produto de comunidades tradicionais, fortalecendo a economia local e valorizando a cultura regional, conforme prevê a legislação. A proposta está em fase piloto e deve atender cinco escolas da rede municipal, com impacto estimado em mais de 2 mil estudantes.
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A promotora Alexandra Beurlen destacou a importância da iniciativa como avanço na articulação de políticas públicas. “A rede pública de ensino tem a oportunidade de contribuir para fortalecer a economia local, especialmente dos pequenos produtores, e manter vivos os costumes e saberes que fazem parte da identidade alagoana, aproximando os estudantes de um alimento genuinamente alagoano”, afirmou ela.
A Semed já definiu como próximo passo a realização de uma formação para as merendeiras das cinco escolas, marcada para o dia 17 de abril. A ação contará com um teste de aceitabilidade do sururu no cardápio escolar, etapa considerada essencial para a possível inserção definitiva do produto.


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Além disso, a secretaria informou que acompanhará todo o processo de implementação, que poderá ser ampliado futuramente.
Também estão previstas visitas técnicas ao local de trabalho das marisqueiras do Vergel, com o objetivo de avaliar formas de apoio e integração das trabalhadoras do Benedito Bentes à estrutura da Coopmaris.
Outras medidas em discussão incluem a elaboração de projetos para aquisição de equipamentos de desidratação, com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), além de iniciativas culturais, como a produção de um livro sobre a história do sururu.
