‘Golpe do espelhamento’: criminoso se passa por promotor e tenta invadir celular de defensor
Fraude usa dados de processos e pressão psicológica para enganar vítimas e acessar informações

Jobison Barros e Camila Gama
10/04/2026 às 12:13 • Atualizada em 10/04/2026 às 12:39 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google

Um criminoso se passando por promotor de Justiça tentou aplicar o chamado “golpe do espelhamento de tela” contra o defensor público de Alagoas Othoniel Pinheiro. O caso foi divulgado nesta sexta-feira (10), pela própria vítima, que decidiu gravar a abordagem para alertar a população.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

OUÇA O ÁUDIO
Leia também
Ouça!
A tentativa de golpe começou com o contato de um suposto advogado, que utilizava foto e nome reais de um profissional. Logo após, um segundo golpista entrou em contato por chamada de vídeo, orientando o defensor a realizar procedimentos no celular — etapa que permitiria o acesso remoto ao aparelho.
Segundo o defensor público, os golpistas demonstraram ter acesso a informações verídicas de um processo judicial, como nomes, valores e detalhes da ação, o que torna a abordagem mais convincente e aumenta o risco de vítimas caírem na fraude.


Doação de sangue em Maceió

Acidente em Marechal Deodoro gera engavetamento

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em AL e no RJ
"Outro fator que chama atenção é o uso de números com DDD local e perfis em aplicativos de mensagem com fotos e nomes reais de advogados, dificultando a identificação imediata do golpe. A principal tática utilizada pelos criminosos, no entanto, é a urgência. Durante a ligação, eles pressionam a vítima a agir rapidamente, alegando liberação imediata de valores judiciais, justamente para evitar que haja tempo de verificação", explicou Othoniel.
A estratégia dos criminosos é induzir a vítima a clicar em links ou compartilhar a tela durante a ligação. Com isso, eles conseguem controlar o dispositivo a distância, acessando aplicativos bancários, e-mails, arquivos pessoais e até redes sociais.
Apesar da insistência, o defensor não seguiu as orientações e conseguiu evitar a invasão. Ele reforçou que a gravação foi feita como forma de alerta, já que esse tipo de crime tem feito diversas vítimas em todo o país.
"A recomendação é clara: ao receber contatos desse tipo, não clique em links, não compartilhe informações pessoais e procure confirmar a veracidade diretamente com seu advogado ou órgão oficial, utilizando canais confiáveis", reforçou o defensor público.