Incêndio atinge Velódromo do Parque Olímpico, no Rio, durante Mundial de Esgrima
Corpo de Bombeiros atua no combate às chamas com cerca de 60 militares, de seis unidades

Um incêndio destruiu metade do telhado do Velódromo do Parque Olímpico do Rio de Janeiro, na Barra Olímpica, na madrugada desta quarta-feira (8). Não houve registro de feridos. Não é a primeira vez que a estrutura é atingida por fogo. Em 2017, o local já havia registrado ocorrência semelhante.
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Luciano Sarmento, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, afirmou que não houve danos à estrutura interna. No local funciona o Museu Olímpico.
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— Evitamos uma grande tragédia — declarou. — Ainda não há confirmação sobre as causas, que dependem de perícia, mas o incêndio começou na parte externa, na lona. A cobertura do Velódromo era composta por material sintético. A lona derreteu e liberou um material semelhante a uma teia de aranha. Graças à atuação dos bombeiros militares, foi possível preservar o museu. O espaço permanece intacto. — explicou.
O Corpo de Bombeiros atua na ocorrência com cerca de 60 militares, de seis unidades, com apoio de mais de 20 viaturas e equipes especializadas. Não há registro de vítimas.


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As equipes seguem no combate às chamas e no controle da situação, sem previsão para o término da operação. Vídeos registram uma extensa faixa de fogo ao longo do teto do Velódromo, além de uma grande coluna de fumaça.
Assim como no episódio desta quarta-feira, a cobertura da estrutura foi atingida nas ocorrências de 2017. Na ocasião, os incêndios tiveram origem na queda de um balão sobre a parte superior do equipamento.
Velódromo
O Velódromo sediou as disputas de ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Última estrutura concluída para a Rio 2016, a obra teve custo de R$ 143 milhões e não contou com evento-teste.
Após a Olimpíada, o espaço passou a receber competições e atividades de preparação esportiva. Hoje, cerca de 4 mil pessoas, a partir dos seis anos, utilizam o local em 33 modalidades esportivas e de lazer, entre elas vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.
O equipamento mantém parcerias com as confederações brasileiras de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, que utilizam a estrutura para treinamentos de suas seleções. A Federação de Ginástica do Rio de Janeiro também faz uso das instalações.
O Velódromo também abriga eventos com regularidade. Em 2025, foram realizados cerca de 50 no local. Em agosto do ano passado, a arena passou a contar com o Rio Museu Olímpico, espaço interativo dedicado à memória dos Jogos. A área ocupa 1.700 m² na parte superior e reúne quase 80 atrações distribuídas em 13 eixos temáticos, com itens como bolas, medalhas e tochas.
