Alta do gás de cozinha pressiona inflação indireta e pesa no bolso das famílias
Apesar de impacto direto limitado no IPCA, reajuste do botijão afeta serviços, alimentação e amplia desigualdade

O recente aumento no preço do gás de cozinha acende um alerta que vai além dos índices de inflação. Embora o impacto direto no IPCA seja relativamente limitado, especialistas apontam que os efeitos indiretos e sociais são muito mais profundos.
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De acordo com Cristiano Leal, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela B7 Business School, o peso do item no índice oficial não traduz totalmente sua relevância no dia a dia da população.
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“O gás de cozinha tem um peso de aproximadamente 1,4% no IPCA, o que significa que uma alta de 10% no preço do botijão gera um impacto direto próximo de 0,14 ponto percentual na inflação”, explica.
Ainda assim, o economista destaca que a influência do gás vai muito além do cálculo imediato. “O efeito indireto é relevante, já que o gás é um insumo essencial para restaurantes, padarias e pequenos negócios, pressionando preços de alimentação fora do domicílio e serviços. Esse efeito de segunda rodada tende a ser mais persistente e disseminado”, afirma.


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