Como funciona o E-3 Sentry, avião espião dos EUA destruído pelo Irã
Aeronave é um Boeing modificado para rastreamento, capaz de detectar alvos a mais de 300 quilômetros de distância

Um avião E-3 Sentry, dos Estados Unidos, foi destruído por mísseis e drones do Irã neste domingo (29/3), no espaço aéreo da Arábia Saudita. O modelo é um Boeing 707/320 modificado, utilizado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares.
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A aeronave se destaca pelo grande radar rotativo instalado, capaz de monitorar alvos a mais de 320 de quilômetros de distância. O modelo é avaliado em US$ 270 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão).
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Os EUA contam com uma frota de 30 aeronaves E-3 Sentry, segundo dados da Força Aérea estadunidense.
O E-3 Sentry faz parte do sistema AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado) e é capaz de rastrear drones, mísseis e aeronaves a centenas de quilômetros de distância.


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Segundo a Força Aérea norte-americana, o modelo:
É capaz de sobrevoar acima de 8.788 metros de altura;
Pode por 8 horas sem reabastecer;
Suporta até 23 pessoas, idealmente. 4 tripulantes de voo e 13 a 19 integrantes de missão;
Possui uma cúpula de radar de monitoramento de 9 metros de diâmetro e 1,8 metro de espessura, sustentada a 3,3 metros acima da fuselagem do avião.
Ataque contra avião espião dos EUA
Um ataque do Irã com drones à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, nesse domingo (29/3), destruiu um avião espião dos Estados Unidos.

Segundo a mídia norte-americana, 12 militares ficaram feridos no ataque, sendo dois em estado grave, e aviões de reabastecimento também teriam sido atingidos.
A destruição de um dos modelos pode representar uma maior dificuldade para rastreamento e coordenação de operações militares no Oriente Médio.
