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Chelsea sofre punição milionária e proibição nas contratações

Punição é decorrente do período em que o clube era administrado por Roman Abramovich


				Chelsea sofre punição milionária e proibição nas contratações
Pela Premier League, o Chelsea venceu o Brentford por 2 a 0. Henry NICHOLLS / AFP

O Chelsea foi condenado a pagar uma multa recorde de 10,75 milhões de libras (cerca de R$ 68 milhões na cotação atual) e recebeu sanções relacionadas a transferências após admitir violações das regras financeiras da Premier League. As punições são decorrentes de pagamentos secretos realizados a agentes e terceiros entre os anos de 2011 e 2018, período em que o clube londrino era propriedade do russo Roman Abramovich.

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A investigação conduzida pela Premier League apontou que o clube movimentou cerca de 47,5 milhões de libras (cerca de R$ 330 milhões) de forma não contabilizada, beneficiando agentes não registrados e intermediários em transferências de jogadores de peso. O relatório da Premier League cita negociações envolvendo nomes como Eden Hazard, Samuel Eto'o, Willian, Ramires, David Luiz, André Schürrle, Nemanja Matic e Andreas Christensen. O documento ressalta, no entanto, que não há qualquer indício de irregularidade por parte dos atletas citados.

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Autodenúncia evitou sanções esportivas imediatas

As transações irregulares vieram à tona apenas em 2022, durante o processo de due diligence realizado pelo consórcio liderado pelo empresário americano Todd Boehly, que adquiriu o clube. A nova gestão identificou as discrepâncias financeiras e optou por denunciar proativamente as irregularidades à Premier League, à Federação Inglesa (FA) e à Uefa.

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A postura colaborativa da atual diretoria foi considerada um fator atenuante crucial pela liga. A Premier League confirmou que a multa original seria de 20 milhões de libras (cerca de R$ 140 milhões), mas foi reduzida pela metade devido à "cooperação excepcional" do Chelsea. Além disso, a autodenúncia evitou uma punição esportiva imediata no elenco principal: o clube recebeu uma proibição de transferências de um ano, mas a pena foi suspensa por um período de dois anos. A sanção só entrará em vigor caso a equipe cometa novas infrações semelhantes neste intervalo.

A liga também esclareceu que, mesmo se os pagamentos secretos tivessem sido registrados na época, o Chelsea não teria infringido as regras de Rentabilidade e Sustentabilidade, o que descartou a aplicação de perda de pontos no campeonato.

Impacto nas categorias de base e histórico de punições

Apesar de o time principal ter escapado de um bloqueio imediato, as categorias de base do Chelsea não tiveram a mesma sorte. O clube recebeu uma proibição imediata de nove meses para a contratação de jogadores de academia (acima da categoria Sub-9) e uma multa adicional de 750 mil libras (cerca R$ 5,2 milhões). Essa punição específica refere-se a infrações cometidas entre 2019 e 2022, envolvendo "contato antecipado" com jovens atletas sem a permissão dos clubes vendedores.

Esta não é a primeira vez que o Chelsea é punido pelo legado contábil da gestão anterior. Em julho de 2023, a Uefa já havia multado o clube em 8,6 milhões de libras por apresentar relatórios financeiros incompletos referentes às temporadas de 2018 e 2019. Paralelamente às decisões da Premier League e da Uefa, a Federação Inglesa mantém uma investigação disciplinar em andamento sobre o uso de agentes não registrados pelo clube no mesmo período.

O Chelsea emitiu um comunicado oficial aceitando integralmente os termos do acordo e reforçando que tratou as questões com a máxima seriedade desde a descoberta das irregularidades, cooperando com todos os órgãos reguladores.

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